Decreto de Moreno restringe direito de ir-e-vir

Manifestantes conseguiram romper o cerco montado nas imediações do Palácio Presidencial,

Internacional / 23:17 - 9 de out de 2019

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O presidente do Equador, Lenín Moreno, assinou decreto nesta quarta-feira restringindo a livre circulação de pessoas em pontos estratégicos. Assinada também pelos ministros María Paula Romo, de Governo, e Oswaldo Jarrín, da Defesa, a medida vai vigorar por 30 dias, das 20h às 5h.
María Paula explicou que o decreto oficializa a transferência da sede do governo de Quito para Guayaquil e define a restrição de circulação nas áreas delimitadas pelas Forças Armadas. Segundo ela, um dos objetivos da medida é fortalecer o controle em órgãos como a Controloria-Geral do Estado, a Assembleia Nacional, a Corte Nacional e o Conselho de Participação Cidadã. “Isso é para evitar problemas como os provocados por vândalos na Controladoria. Estamos diferenciando atos de vandalismo e manifestações por diferenças políticas”, afirmou a ministra.
Um dia após invadirem o Congresso do Equador, na capital Quito, os manifestantes que estão nas ruas para protestar contra o presidente Lenin Moreno conseguiram romper o cerco montado nas imediações do Palácio Presidencial, segundo divulgou pelo Twitter o jornalista equatoriano Amauri Chamorro.
Na terça-feira, o Grupo de Puebla – que reúne 30 líderes progressistas de 12 países da América Latina – rechaçou a repressão das forças de segurança do Equador contra os manifestantes que pro-testam pela derrubada do pacote econômico anunciado pelo presidente Lenín Moreno. Em nota, o grupo pediu que organizações internacionais “condenem” as perseguições políticas que estão ocor-rendo no país.
O documento é assinado por personalidades como o ex-chanceler brasileiro Celso Amorim, o ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

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