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Danske Bank é processado judicialmente na Noruega

Acredite se puder / 28 Novembro 2018

O Danske Bank comunicou ao mercado ser alvo de acusações preliminares pela justiça dinamarquesa na sequência das suspeitas de lavagem de capitais através pela unidade da Estônia. São quatro acusações referentes ao período entre fevereiro de 2007 e janeiro de 2016. O processo foi instaurado pelo promotor do estado dinamarquês para crimes econômicos e internacionais graves. Essas acusações são feitas ao Danske Bank como instituição, não havendo referência a nenhum dos seus funcionários, por não ter verificado o cumprimento das regras internacionais, de não ter adotado mecanismos que permitissem identificar se o dinheiro se destinava a pessoas politicamente expostas, de não ter suficiente conhecimento acerca dos clientes não-residentes e, finalmente, de não escrutinar com regularidade as transações processadas. Além das autoridades dinamarquesas, também o Departamento de Justiça dos EUA abriu uma investigação sobre a atividade da instituição na Estônia.

 

Dólar em realização de lucros

Os especuladores aproveitaram o momento no mercado internacional e fizeram o dólar ter forte avanço, mas a moeda norte-americana encontrou resistência nos R$ 3,92, não chegando a testar a existente em R$ 3,96. A partir daí poderá haver um recuo até R$ 3,83 e R$ 3,79. Do lado superior, vindo acima de R$ 3,92, o ativo retomaria a alta de curto prazo e teria neste caso, próxima busca projetada em R$ 3,96. Os gráficos do mercado futuro mostram que o ativo tem espaço para realizar até os R$ 3,844, mantendo movimento de reação de curto prazo. Do lado da alta, acima da máxima recente nos R$ 3,946 seguiria melhorando em direção inicial aos R$ 3,995 e posteriormente aos R$ 4,088.

 

BC favorece administradora de cartões

Enquanto a tendência do dólar era de alta, o Banco Central nunca se importou com os brasileiros que faziam compras no exterior com cartão de crédito. Agora, com a mudança no cenário, o BC comunica que o câmbio será feito no momento em que a compra for efetuada.

 

Pioneira no Brasil, BitcoinToYou reverteu

A exchange brasileira BitcoinToYou, uma das pioneiras do mercado de criptomoedas no Brasil, cancelou ordens de venda e compra alegando bugs na plataforma utilizada, a Alpha Point. Um grupo de usuários realizava operações normalmente no dia 6 de novembro quando notou uma ordem de venda de litecoin com um valor muito acima do mercado. Era uma oferta irresistível, afinal, eram mais de 1.800 litecoins pelo preço de 8.500 satoshis cada. Isso era o equivalente a menos de 10% do valor de mercado.

O usuário Carlos Ney da Silva Sousa, morador de Santarém, no Pará, foi um dos que aproveitou a ordem abaixo do mercado e conseguiu comprar cerca de 1.800 LTC por um preço unitário de 8.500 satoshis cada, como mostra o print enviado pelo trader da ordem de número 564932: “Quando eu vi que tinha conseguido comprar os 1.800 LTC, fiquei muito feliz! Saquei o equivalente a 60 litecoins por cerca de R$ 12.760,00. Consegui quitar meu carro e dar entrada em uma moto.” Porém, uma surpresa desagradável ainda aguardava os usuários que conseguiram comprar litecoins na exchange brasileira: dois dias após a compra, todas as contas foram bloqueadas, e o saldo, estornado. Nos casos de quem já havia sacado – ao menos parcialmente – as contas chegaram a ficar negativas.

Após terem as transações revertidas e – em alguns casos – as contas negativadas, diversos usuários estão abrindo queixas na polícia e no Ministério Público. Um dos boletins de ocorrência conta inclusive com uma chamada de viatura de polícia após um princípio de confusão na sede da exchange e sobre uma resposta de Thiago Horta, sócio da BitcoinToYou: Uma das principais consequências do ocorrido é a perda de credibilidade e confiança da exchange.

 

CVM multa dois por informação privilegiada

Num processo que demorou um ano para ser concluído, a Comissão de Valores Mobiliários condenou Diego Soares de Arruda a pagar uma multa de R$ 1.688.340,68, equivalente a duas vezes o ganho de R$ 844.170,34 obtido ao negociar ações de emissão da Agra, por intermédio da conta de sua mãe, com base na utilização de informação relevante ainda não divulgada ao mercado. Pelo mesmo motivo e com a mesma informação, Didier Maurice Klotz, presidente do Conselho de Administração da Agra, recebeu multa no valor de R$ 1,63 milhão, equivalente a duas vezes os ganhos de R$ 815 mil.