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Déficit primário das contas do governo será menor, de R$ 137,259 este ano, acreditam Instituições financeiras

Mercado Financeiro / 11 Outubro 2018

Os analistas das instituições financeiras reduziram a estimativa para o déficit primário das contas do governo neste ano para R$ 137,259 bilhões. A projeção consta do recente levantamento feito pelo Ministério da Fazenda e divulgado nesta quinta-feira por meio do chamado "Prisma Fiscal".

No levantamento anterior, divulgado em setembro, os economistas previam que o rombo das contas públicas neste ano ficaria em R$ 141,038 bilhões. O rombo, ou déficit primário, ocorre quando as despesas do governo superam as receitas com impostos e tributos. Por ser primário, não considera os gastos com pagamento dos juros da dívida pública.

A estimativa do mercado financeiro é inferior à meta para o resultado das contas públicas autorizada pelo Congresso e que o governo precisa perseguir neste ano, que é de rombo de até R$ 159 bilhões. O resultado mostra que os analistas creem no cumprimento da meta fiscal de 2018.

Nos últimos anos, o governo teve dificuldade de atingir as metas fiscais por conta do baixo nível de atividade da economia, que saiu da recessão de 2015 e 2016 no ano passado. A economia fraca reduzia também a arrecadação do governo.

 

 

Arrecadação maior

Nos últimos meses, as contas do governo têm melhorado por conta do aumento na arrecadação, que vem sendo influenciada, entre outros fatores, pela alta no recolhimento dos "royalties" do petróelo (devido ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional).

Com isso, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, avaliou recentemente que o governo pode terminar o ano de 2018 com um déficit primário próximo de R$ 130 bilhões - bem abaixo do teto de R$ 159 bilhões de resultado negativo da meta fiscal.

Para 2019, o mercado financeiro baixou de R$ 123,808 bilhões para R$ 117,772 bilhões a previsão para o rombo das contas públicas. A estimativa também segue abaixo da meta fiscal do governo para o ano que vem, que é de déficit primário de até R$ 139 bilhões.

“No decorrer de 2017, a economia começou a se recuperar e, junto com receitas extraordinárias vindas de "royalties" do petróleo e de programas de parcelamento de débitos tributários, ajudou a impulsionar a arrecadação federal e a melhorar os resultados das contas públicas”, diz o levantamento do Ministério da Fazenda.

Há oito anos o governo está com as contas públicas no vermelho. O governo vem registrando déficits fiscais desde 2014. Em 2015, o rombo, de R$ 120 bilhões foi gerado, em parte, pelo pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" – repasses a bancos oficiais que estavam atrasados. Em 2016, o déficit subiu para R$ 161 bilhões. No último ano, o rombo somou R$ 124 bilhões. Para 2018, 2019, 2020 e 2021, a meta é de rombos bilionários nas contas públicas. A previsão da equipe econômica é que as contas voltem ao azul somente a partir de 2022.