CVM recua, e Brasil terá uma segunda bolsa de valores

Ações da B3, a bolsa de valores de São Paulo, chegaram a cair mais de 6% no pregão desta segunda-feira.

Acredite se Puder / 18:53 - 23 de dez de 2019

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Em abril de 2016, cedendo às pressão dos medalhões que compõem o conselho de administração da então Bovespa, a Comissão de Valores Mobiliários não concedeu autorização para que a Americas Trading System Brasil (ATS) se instalasse no Brasil. A autarquia alegou a falta de cumprimento de exigências, não disse quais foram, mas tornou pública a falta de um contrato firme de clearing e central depositária, que teria de ser feito justamente com a sua futura concorrente.

Agora, como o cenário não é favorável a manutenção de monopólios, a CVM considerou que todas as exigências foram cumpridas e, na noite da última sexta-feira, a B3 comunicou que chegou a um acordo para dar acesso para a ATS à sua central depositária, abrindo espaço para que esta companhia se torne uma concorrente. Em comunicado, a operadora da bolsa brasileira explicou que será criada uma taxa de transferência de ativos, de 0,26 pontos-base, que será aplicada sobre as transações que a companhia processar. E apesar de a ATS ressaltar que não pretende ser uma bolsa parecida com a B3, com listagem de empresas, mas sim uma plataforma de negociação dos papéis em maior volume, as ações da B3 chegaram a cair mais de 6% no pregão desta segunda-feira.

 

Petrobras vai sair da produção de biocobustíveis

A Petrobras Biocombustíveis S/A lançou uma etapa de divulgação de oportunidade (teaser), com sua sócia RP Biocombustíveis, para a venda conjunta da totalidade das ações da BSBios Indústria e Comércio de Biodiesel. As duas empresas têm participações no empreendimento que possui duas usinas, uma em Passo Fundo (RS) e outra em Marialva (PR).

Em comunicado, a Petrobras informou foram aprovados os termos finais do acordo com a Sete Brasil, que continuará a fretar e operar quatro sondas, durante dez anos, a um custo diário de US$ 299 mil. Os contratos relativos a outras 24 sondas foram encerrados.

 

BR Properties vende 12 imóveis para fundos

Através da subsidiária BRPR VII Empreendimentos e Participações, a BR Properties vendeu 12 imóveis comerciais por R$ 610,2 milhões para os fundos de investimento imobiliário Multioffices 1 e Multioffices 2. Desse total, dez são de propriedade da BR Properties e 2 da BRPR VII, sendo que a alienação faz parte da estratégia da companhia de reciclar parte de seu portfólio, além de representar mais um importante passo no processo de otimização de sua estrutura de capital.

 

Seara compra margarinas da Bunge

A Seara Alimentos, subsidiária da JBS, comprou por R$ 700 milhões os contratos de manufatura por encomenda e de licença e uso de marcas e ativos de margarina da Bunge Alimentos S.A. no Brasil Na operação foram incluídas as três fábricas da Bunge, em São Paulo (SP), Gaspar (SC) e Suape (PE), que produzem as marcas Delícia, Primor e Gradina, esta última destinada ao segmento de food-service. A Seara também concluiu a aquisição do frigorífico Marba, que produz mortadela nas fábricas de São Bernardo do Campo e Taquaritinga.

 

Ganharam, mas não levaram?

As ações da B2W Digital perderam 0,59% nesta segunda-feira, enquanto as da Lojas Americanas subiram 0,61% surpreendendo os investidores que esperavam forte alta, pois as duas empresas estimam uma recuperação de R$ 1,35 bilhão com a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a inconstitucionalidade da inclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços na base do PIS e da Cofins. A Lojas Americanas deve reaver R$ 841 milhões, e a B2W, R$ 508 milhões. No entanto, as companhias destacam que, por conta do longo período que envolve os créditos, incluindo datas que antecedem a vigência e obrigatoriedade da nota fiscal eletrônica e da escrituração fiscal digital (Sped), pode gerar “maior complexidade” na apuração dos valores. Lojas Americanas e B2W existe potencial redução de até 80% dos créditos previstos.

 

Tarpon aumenta participação na Kepler Weber

A Tarpon Gestora de Recursos aumentou de 16,71% para 24,57% a participação acionária na Kepler Weber, uma das maiores empresas de armazenagem de grãos do Brasil, somente com o objetivo de investimento.

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