CVM proíbe ofertas irregulares, mas gaúchos encaram. E agora?

Órgão regulador do sistema mobiliário vê oferta irregular de contratos de investimento coletivo.

Acredite se Puder / 18:57 - 8 de out de 2019

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Na semana passada a Comissão de Valores Mobiliários proibiu a empresa gaúcha Wemake Marketing e Estratégias Digitais de continuar captando recursos oferecendo lastro de criptomoedas. E já enquadrou a empresa na deliberação 831, pela qual a multa pelo descumprimento dessa decisão é de R$ 100 mil. O interessante é que os gaúchos resolveram enfrentar o regulador brasileiro e declararam ao Portal do Bitcoin que “os órgãos financeiros precisam tomar conta das suas moedas e economias locais”. No Brasil, é a primeira vez que a Comissão é desafiada. Recentemente, nos Estados Unidos, Elon Musk, fundador da Tesla, resolveu encaram a Securities and Exchange Commission e, além de ser multado, ficou apenas como acionista da Tesla. E o que vai acontecer aqui?

De acordo com a CVM, a Wemake se enquadra na questão de “oferta irregular de contratos de investimento coletivo no mercado de valores mobiliários sem os registros previstos em lei”, tanto na esfera do governo quanto nas suas normas, depois de constatar o oferecimento de oportunidades de investimentos que se enquadram no conceito legal de valor mobiliário. Além disso, a remuneração estaria atrelada a operações de compra, venda e mineração de criptoativos por meio de inteligência humana e artificial, utilizando-se de apelo ao público para celebração de contratos. E a legislação em vigor obriga que os títulos ou contratos de investimento coletivo que gerem direito de participação, de parceria ou de remuneração, inclusive resultante de prestação de serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros, somente podem ser ofertados publicamente mediante registro da oferta ou de sua dispensa na autarquia.

 

Bradesco otimista com Ultrapar

A desalavancagem prevista para o próximo ano e o fim do ciclo de investimentos na Oxiteno, além do aumento no lucro por ação, fizeram com que os analistas do Bradesco BBI destacarem no relatório que enxergam grandes chances para a Ultrapar, mesmo num cenário de economia lenta. Assim, mantiveram a recomendação de outperform, com preço-alvo de R$ 26,00. No último pregão, as ações terminaram cotadas a R$ 18,54 com valorização de 1,42%. Os especialistas da instituição preveem um lucro de R$ 1 bilhão para este ano, com o crescimento do lucro ser sustentado por taxas mais baixas de CDI, para as quais a Ultrapar possui R$ 8,5 bilhões em exposição total da dívida. E estabelecem quatro cenários distintos para o Ibovespa nos quais serão registrados ganhos no lucro por ação: mercado bull, o crescimento será de 63%; base, de mais 39%; marcado, aumento de 27%; e urso, de apenas 7%.

 

Resultado da Anima foi menor que expectativa

A Anima Educação registrou 15,3 mil novos alunos de graduação no segundo semestre, uma retração de 0,3% sobre o mesmo período do ano passado. Porém, se for excluída a UniAges, a retração ficaria em torno de 4,2%. Para os analistas do Itaú BBA, esse resultado ficou abaixo das expectativas, e esperam uma reação negativa do mercado pelo baixo volume, embora destaquem que a empresa relatou melhoras nas taxas de evasão e tíquete médio, o que significa uma melhor base de alunos. As oito novas unidades abertas pela Anima neste ano pelo Plano de Crescimento Orgânico – Q2A, foram responsáveis por 1,4 mil novos alunos, ou 8,8% do total da captação em graduação. As ações ordinárias da Anima nesta segunda-feira permaneceram negociadas em R$ 19,99.

 

Boas notícias não alteram Braskem

Apesar de notícias favoráveis para a Braskem, suas ações não apresentaram a menor reação e registraram perdas de 2,74%, voltando ao nível de R$ 28. Gráficos mostram que, após registarem mínima em R$ 25, houve uma reação até R$ 31..

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