CVM fortalece dedo-duro não profissional

Acredite se puder / 06 Dezembro 2017

Ao colocar na sua página um alerta sobre um cidadão que não está autorizado a exercer quaisquer atividades no mercado de valores mobiliários por não ter registro na Comissão de Valores Mobiliários, a autarquia pede que investidores ou cidadãos que recebam proposta de investimento por parte de Marcelo da Graça Veiga entrem em contato com a CVM através do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), preferencialmente fornecendo detalhes da oferta e a identificação das pessoas envolvidas, a fim de que seja possível a pronta atuação da Autarquia no caso. Assim, bancará o dedo-duro e não receberá nada, nem uma carteirinha de X9. A autarquia verificou indícios de que Marcelo Veiga, por meio do site https://pages.hotmart.com/s5407034v/guia-de-acoes-premium/, oferecia serviços de análise de valores mobiliários sem o devido certificado. Diante disso, determinou a suspensão imediata de tais procedimentos. Em caso de descumprimento, Marcelo estará sujeito à aplicação de multa cominatória diária no valor de R$ 5 mil, sem prejuízo da responsabilidade pelas infrações já cometidas antes da publicação da deliberação, com a imposição da penalidade cabível, nos termos do art. 11 da Lei 6.385/76, após o regular processo administrativo sancionador.

 

Ações terão grande volatilidade em dezembro

Dezembro promete ser um mês de grande volatilidade no mercado de ações. Para alguns analistas, como os do Bradesco BBI, o índice poderá iniciar uma reação a partir da região de fundo marcada entre 71.500 e 70.800, mas com a alta limitada pelas resistências em 74.400 e 75.200 pts. Apontam como títulos que poderão proporcionar bons ganhos, com as preferenciais da Petrobras que, no momento operam na região de suportes entre R$ 15 e R$ 14,86, níveis que poderiam motivar uma reação do ativo.Na parte da tarde do pregão desta quarta-feira, a cotação chegou a R$ 15,24, o que poderá confirmar a retomada da alta. Caso isso aconteça, a cotação chegará acima de R$ 16,36 e buscará novamente o topo em R$ 17,44. Interessante é a análise da Gaec Educação, mais conhecida pelo código de anim3. Segundo os técnicos, a ação rompeu a resistência máxima do ano nos R$ 24,88 e sobe em formação do tipo Bandeira de Alta, já chegando a R$ 26,01. Existe um objetivo em R$ 27,80, que pode se estender até R$ 29.

 

Sonae Sierra vende shoppings em Portugal

Parece que a tendência das administradoras venderem shoppings centers é global. No Brasil, a BR Mall já vendeu diversos pequenos centros comerciais. Em Portugal, o grupo Sonae Sierra, que também tem uma unidade brasileira, com ações negociadas na Bovespa, vendeu para a Ocidental - Companhia Portuguesa de Seguros de Vida o MaiaShopping e o GuimarãesShopping. A seguradora pertence à 3Shoppings – Holding, SGPS, S/A e a operação envolveu pouco mais de 400 milhões de euros e também incluiu o RioSul Shopping Center, no Seixal. A Sonae Sierra, controladora dos supermercados Continente, prossegue no seu plano de alienação de ativos imobiliários. Recentemente se desfez do AlgarveShopping e do Estação Viana. A dona do Continente negocia com o Abraaj Group a aquisição da rede de supermercados Spinneys no Egipto, aliada a um parceiro local, de acordo com a Bloomberg, que ressalta que ainda não há acordo final entre as partes portuguesa e árabe. O Abraaj Group também negocia a venda dos supermercados Spinneys no Líbano, para o Majid Al Futtaim Holding LLC, responsável pela rede Carrefour na região do Médio Oriente. O valor agregado das duas operações deverá rondar os 169 milhões de euros. A Spinneys também administra supermercados no Qatar, nos Emirados Árabes Unidos e em Omã, nestes últimos dois países em regime de franchising.

 

Tenda comprará terrenos e gastará mais 25%

A empresa responsável por vendas e construção de apartamentos, Tenda, prevê elevação de 25% nos gastos com aquisição de terrenos em 2018, enquanto os lançamentos crescerão entre 10% e 15% no próximo ano. Renan Sanches, diretor de controladoria da Tenda, disse que no “ano que vem devem crescer 25%, sem ultrapassar a marca de R$ 200 milhões”, em encontro com analistas e investidores na sede da B3, em São Paulo. Os desembolsos da companhia com novas áreas neste ano devem ficar em torno de R$ 100 milhões a R$ 130 milhões. De acordo com Sanches, o aumento dos gastos para expansão do estoque de terrenos não deve comprometer a geração de caixa positiva da empresa, devido ao ganho de produtividade no repasse dos imóveis.

 

Ampla Energia propõe aumento de capital

Em comunicado divulgado pelo conselho de administração da Ampla Energia e Serviços, houve a aprovação de aumento de capital de R$ 1,2 bilhão, com a emissão de ações ordinárias. Segundo a empresa o “aumento de capital será realizado mediante a capitalização de crédito da acionista Enel Brasil S.A., no montante de R$ 1,2 bilhão, decorrente de mútuos intercompanhia celebrados com a companhia”. Com esse plano, o capital social da Ampla subirá para R$ 2,498 bilhões divididos em 166,7 milhões em ações ordinárias. O foco principal da operação é fortalecer a estrutura de capital da empresa, com melhoria do índice de alavancagem, redução das despesas financeiras com dívidas e do risco de não cumprimento de obrigações.