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Custo da indústria sobe 2,4% mas corte de direitos reduz gasto com pessoal

De acordo com o Indicador de Custos Industriais, divulgado, nesta quinta-feira, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI),...

Conjuntura / 12 Julho 2018

De acordo com o Indicador de Custos Industriais, divulgado, nesta quinta-feira, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), os custos da indústria subiram 2,4% no primeiro trimestre do ano, na comparação com o período imediatamente anterior, descontados os efeitos sazonais. Este foi o maior aumento registrado desde o fim de 2015. Em relação ao primeiro semestre de 2017, os custos da indústria aumentaram 4,9%.
Os custos com pessoal diminuíram 0,2%, mas a CNI não faz vinculação entre o recuo e o corte de direitos realizado pela reforma trabalhista. O com capital de giro teve queda de 3,1% no primeiro trimestre frente ao último trimestre de 2017, na série dessazonalizada. Em relação ao primeiro trimestre de 2017, o custo com pessoal aumentou 2,2% e o custo com capital de giro diminuiu 21,8%.
Segundo a CNI, a alta foi impulsionada pelos aumentos das despesas com tributos e com os insumos intermediários. Os custos com tributos subiram 3,5% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2017, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, os custos com tributos aumentaram 8,4%. Muitas empresas estão pagando os impostos atrasados e há também o efeito do programa de refinanciamento das dívidas tributárias.
Os custos com bens intermediários cresceram 3,2% no primeiro trimestre frente ao quarto trimestre de 2017, descontados os efeitos sazonais. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, a alta foi de 5,8%. Nesse período, os bens intermediários nacionais subiram 5,1% e os importados, 9,7%. O índice de custo com energia aumentou 2,4% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2017. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, a alta foi de 7,1%.
O estudo da CNI mostra, ainda, que a indústria não conseguiu repassar o aumento dos custos para os preços. Enquanto os custos subiram 2,4%, o Índice de Preços de Manufaturados Domésticos (IPA-Indústria de Transformação) subiu 1,6% no primeiro trimestre.