Advertisement

Crivella anuncia linha de crédito para socorrer Vila Kennedy

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), assinou decreto que cria o Programa Rio Empreendedor, visando a estabelecer uma linha de...

Rio de Janeiro / 13 Março 2018

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), assinou decreto que cria o Programa Rio Empreendedor, visando a estabelecer uma linha de microcrédito para geração de emprego e renda. Ela será implementada inicialmente na comunidade Vila Kennedy, zona oeste do Rio.

A meta é a retomada das atividades dos pequenos comerciantes anteriormente ocupantes da Praça Miami, mediante a concessão microcrédito destinado à aquisição e instalação de móveis, utensílios e equipamentos de trabalho.

Na última sexta-feira, numa ação da Secretaria de Ordem Pública (Seop), quiosques de vários comerciantes foram destruídos por máquinas da prefeitura e deixaram as pessoas que viviam há anos naquele ponto sem a renda que obtinham com a venda de produtos.

No decreto, a prefeitura admite que as ações se revelaram, de forma mais dramática, nos eventos ocorridos após a intervenção do poder público na Vila Kennedy.

Os comerciantes já tinham procurado várias vezes a subprefeitura de Realengo na tentativa de legalizar a situação, mas não conseguiam obter a licença, apesar de terem um protocolo para legalização de quiosques.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação ficará responsável para oferecer a linha de crédito de forma a promover a melhoria da qualidade de vida das populações de menor renda, em situação de vulnerabilidade social ou de indignidade, como forma de recuperar sua cidadania.

No sábado passado, os comerciantes da Vila Kennedy foram recebidos pelo prefeito Marcelo Crivella. Na ocasião, ele disse que lamentava o incidente ocorrido no dia anterior na Vila Kennedy, com o uso desproporcional da força, atingindo desnecessariamente trabalhadores da economia informal.

 

Delegado assume Polícia Civil do Rio defendendo união e medidas estruturantes

O novo chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Rivaldo Barbosa, foi empossado na manhã de hoje em cerimônia na Cidade da Polícia, na zona norte da capital. Escolhido pelo secretário estadual de Segurança Pública, general Richard Nunes, Rivaldo assumiu defendendo a união entre as instituições, a adoção de medidas estruturantes e o combate à corrupção.

- Minha primeira proposta a todos é que busquemos a união dos homens de bem e a integração das instituições, sem protagonismos individuais, na luta coletiva por dias melhores para o estado. O momento exige que possíveis discordâncias fiquem para trás.

Barbosa defendeu que a Polícia Civil receba mais recursos e enumerou ações que considera estruturantes para a corporação, como o encaminhamento da Lei Orgânica da Polícia Civil, a recomposição dos quadros por meio de concursos públicos regulares, o aparelhamento da polícia técnica e o aprimoramento da Academia de Polícia.

Outra prioridade apontada pelo delegado é o aperfeiçoamento da inteligência, com enfoque especial na área financeira, para fortalecer o combate à corrupção.

- Combater a corrupção é uma das prioridades - destacou.

O secretário de Segurança Pública, general Richard Nunes, reafirmaou que a intervenção é uma janela de oportunidade para as instituições e disse que um de seus maiores objetivos é que elas saiam fortalecidas.

- As demandas são enormes e não se resolve isso a curto prazo, mas encaminhar é fundamental - disse, acenando positivamente às medidas defendidas pelo novo chefe da Polícia Civil, como a implementação da lei orgânica da corporação e o combate à corrupção, que classificou como raiz de problemas enfrentados pelo estado.

A cerimônia contou com a presença de autoridades estaduais como o procurador-geral do Ministério Público do Estado Rio de Janeiro, Eduardo Gussem; do defensor Público-Geral do estado André Castro, e do comandante da Polícia Militar, Luis Claudio Laviano.

Rivaldo Barbosa está na Polícia Civil desde 2002 e dirigia a Divisão de Homicídios. O delegado também já chefiou a Coordenadoria de Informação e Inteligência Policiais (Cinpol), a Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter), além de já ter ocupado o cargo de titular da Subsecretaria de Inteligência na Secretaria Estadual de Segurança Pública.

 

Morte após culto evangélico - Um jovem foi morto a tiros quando volta de um culto da igreja evangélica na favela de Manguinhos, zona norte do Rio. Matheus Melo de Castro tinha 23 anos e saía de moto da comunidade quando foi baleado. A família acusa policiais pela morte do rapaz, ocorrida no final da noite.

A vítima trabalhava na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos. A família acusa a Polícia Militar de ter matado o trabalhador e atirado sem sequer pedir documentos ao rapaz. A Polícia Militar informou, em nota, que na hora do crime não houve confronto entre criminosos e policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

"Segundo o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Manguinhos, no final da noite desta segunda-feira, policiais foram informados que o jovem Matheus Melo de Castro, de 23 anos, teria sido baleado na Avenida Dom Helder Câmara e socorrido por moradores para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos", diz o comunicado. Os agentes foram ao local e constataram que Matheus não resistiu aos ferimentos. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios.

Pouco depois do ocorrido, um ônibus foi incendiado na Avenida dos Democráticos e a base da UPP foi atacada a tiros por criminosos. Houve confronto e, até o momento, não há informações sobre feridos neste incidente. O policiamento foi reforçado na comunidade.

 

Com informações da Agência Brasil