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Cresce a participação das commodities nas exportações

Após o valor da exportação ter aumentado 16% e o das importações 35% na comparação mensal entre...

Negócios Internacionais / 22 Outubro 2018

Após o valor da exportação ter aumentado 16% e o das importações 35% na comparação mensal entre agosto de 2017 e 2018, o ritmo de crescimento desacelerou para 2,1% (exportações) e 4,7% (importações) entre os meses de setembro de 2017 e 2018. Segundo o Indicador mensal de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getulio Vargas (FGV), isso ocorreu num cenário em que a desvalorização em termos reais da taxa efetiva de câmbio foi de 16%, o que impulsionaria as exportações. As incertezas associadas a um cenário de instabilidade cambial tendem a alavancar comportamentos de postergação de decisões por operadores de comércio exterior.

Em adição, os resultados de agosto foram influenciados por compras e vendas de plataformas de petróleo. Em relação ao fechamento da balança comercial em 2018, no acumulado do ano até setembro, o superávit comercial foi de US$ 44,3 bilhões, inferior em US$ 9 bilhões ao de igual período em 2017, o que sinaliza um superávit na ordem de US$ 55 bilhões para 2018. Chama atenção, a queda da participação das manufaturas nas exportações, que alcançou o seu menor percentual (35%), na série histórica do acumulado do ano até setembro, desde 1980. A contrapartida é a crescente participação das commodities onde as três principais (soja em grão, minério de ferro e petróleo) explicam 31% do total exportado.

 

Inscrições para 16 eventos de alimentos e bebidas

Os empresários do setor de alimentos e bebidas e do agronegócio podem programar a agenda de promoção comercial de seus produtos para 2019. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) lançou o calendário unificado para promoção do setor de alimentos e bebidas no exterior e há inscrições abertas para 16 eventos do setor. A ação ocorre em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), e busca posicionar o Brasil como um grande parceiro do Agronegócio mundial e impulsionar os negócios de empresas brasileiras.

Foram selecionadas as principais feiras internacionais do setor e ainda serão organizadas quatro missões empresariais, fomentando as vendas, e também diversificando a pauta exportadora do setor para esses países. Ao todo, as ações organizadas diretamente pela Apex-Brasil e pelo MRE para promoção do Agronegócio no exterior em 2019 vão envolver 10 mercados considerados estratégicos pelos estudos de inteligência da agência.

 

Marrocos oferece oportunidades ao Mercosul

O Marrocos oferece aos países do Mercosul oportunidades significativas em função de seu desenvolvimento econômico e de sua localização estratégica como porta de entrada do continente africano, disse na terça-feira (16) a secretária de Estado do Ministério da Indústria, Investimento, Comércio e Economia Digital, Rkia Derham, segundo informações da agência de notícias Maghreb Arabe Presse (MAP). A secretária responsável pela área de Comércio Exterior da pasta (dir. na foto acima) se reuniu com o presidente do Parlamento do Mercosul (Parlasul), o paraguaio Tomás Bittar Navarro (esq. na foto), que está em visita ao Marrocos. O país árabe e o bloco sul-americano negociam um acordo de livre comércio. De acordo com a MAP, Derham afirmou que o Marrocos está empenhado no desenvolvimento de uma nova parceria econômica com o grupo que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Venezuela está temporariamente suspensa do Mercosul, e a Bolívia, em processo de adesão.

Ela acrescentou que o Marrocos busca diversificar seus parceiros econômicos e o Mercosul oferece acesso a vários países sul-americanos. O bloco mantém acordos de associação com o Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname.

 

Ministro assina normativos para facilitar o comércio

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi assinou na quarta-feira (17) normas que visam facilitar o comércio agropecuário, como a que dispensa a exigência de Certificado Fitossanitário para importações em Áreas de Controle Integrado (ACI) no âmbito do Mercosul. A medida vai desburocratizar a fiscalização e promover celeridade dos fluxos de cargas em fronteiras importantes como Foz do Iguaçu e Santa Helena (PR), Uruguaiana e São Borja (RS) e Dionísio Cerqueira (SC), entre outras.

O ministro também assinou proposta de Instrução Normativa Conjunta entre o Mapa, Receita Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que institui as Comissões Locais de Facilitação de Comércio (Colfacs) vinculados ao Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac). O Comitê é integrante da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e foi criado em 2016.

 

Irã e Brasil discutem ampliação de trocas comerciais

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Marcos Jorge, e o embaixador iraniano, Seyed Ali Saghaeyan, reuniram-se semana passada, no ministério, em Brasília para discutir a ampliação das relações comerciais bilaterais. Na audiência, o embaixador iraniano transmitiu ao ministro a intenção do governo iraniano de aumentar as compras de alimentos e medicamentos brasileiros. O embaixador convidou o ministro a visitar Teerã até o fim do ano para realizar uma reunião da Comissão Mista de Assuntos Econômicos ainda em dezembro. O ministro lembrou que se trata de um encontro muito complexo e há pouco tempo para que seja estruturada.

 

Brasil terá a maior produção de café da história

O 3º Levantamento da Safra 2018 de Café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirma que o Brasil terá a maior produção da sua história. Ao todo, deverão ser colhidas 59,9 milhões de sacas beneficiadas de 60 quilos, em alta de 33,2% em relação à safra passada que foi de 45 milhões de sacas. Do total previsto, 45,9 milhões de sacas são do café arábica, que teve aumento de 34,1%. Já o café conilon, com menor volume, deve alcançar 14 milhões de sacas, o que representa aumento de 30,3%. De acordo com o estudo, a bienalidade positiva e as boas condições climáticas são as principais responsáveis pelo resultado. Soma-se a isso, o avanço da tecnologia com impacto na produtividade.

O período mais recente de alta bienalidade ocorreu em 2016, quando o Brasil produziu 51,4 milhões de sacas, considerada, até então, a maior safra do grão no país, superada agora, neste ano. Minas Gerais continua como o maior estado produtor, com 31,9 milhões de sacas, sendo 31,6 milhões do arábica e 218,3 mil sacas do conilon. No Espírito Santo, a produção chegou a 13,5 milhões de sacas, com 8,8 milhões de conilon e 4,7 milhões do arábica. Em São Paulo, a produção é exclusivamente de café arábica, que chegou a 6,2 milhões de sacas. A Bahia teve produção de 2,9 milhões do conilon e 1,9 milhão do arábica. Outro estado que apresentou bons resultados foi Rondônia, com 1,9 milhão de sacas, devido a maior investimento na cultura, com a produtividade aumentando significativamente nos últimos seis anos, passando de 10,8 sacas por hectare, em 2012, para 30,9 sacas na safra atual.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com