Credit Suisse prevê dólar em R$ 4,35; Morgan aposta no real

Cotação da moeda norte-americana pode chegar a R$ 4,35, projetam os analistas suíços.

Acredite se Puder / 22:25 - 27 de nov de 2019

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Por considerarem que a sinalização do Banco Central não é clara e que o real ainda enfrenta vulnerabilidade, os estrategistas globais de câmbio do Credit Suisse mudaram a projeção para o dólar do intervalo de R$ 4,10 a R$ 4,25 para o de R$ 4,18 até R$ 4,35. Assim, avaliam, acham que a moeda brasileira pode enfraquecer ainda mais. As principais razões utilizadas são de que a falta de mensagens do governo leva o mercado a conclusões precipitadas.

Enquanto isso, os técnicos do JPMorgan ressaltam que o real está barato , citando as grandes reservas do Bnco Central que podem ser utilizadas sua defesa, caso for necessário. Por isso classificam a situação como uma exposição acima da média. Baseados nisso, aconselham a manutenção de posições longas na moeda brasileira, enquanto se aguarda uma sinalização ou ações do Banco Central sobre as intervenções, principalmente devido à sua forte potência de fogo, em um contexto no qual as posições vendidas no BRL estão perto dos níveis recordes. Também apontam que pode haver recuperação se a pressão sobre as moedas de mercados emergentes diminuir, assim como com a desaceleração da demanda das companhias brasileiras pela divida norte-americana. Concluem, no entanto, que a médio prazo, as perspectivas para o real se deterioram, enquanto a dinâmica da balança de pagamentos parece mais preocupante, já que o fracasso do leilão de petróleo da cessão onerosa implica em menos investimentos estrangeiros diretos no país e em um déficit em conta corrente mais amplo. Além disso, o ruído político segue alto, principalmente com a agitação social na América Latina.

 

Vale reavaliará ativos de metais básicos

A Vale fará baixa contábil de aproximadamente US$ 3,2 bilhões no quarto trimestre, após a reavaliação dos ativos de metais básicos e carvão, e não descarta impairments adicionais neste ano. Segundo a companhia, esses ativos apresentaram valores que excediam o recuperável, levando ao reconhecimento de um impairment, que deverá impactar o fluxo de caixa e, consequentemente, o resultado da companhia nesse último período de 2019.

As ações da Vale sofreram desvalorização de 1,53% para R$ 50,44.

 

Decisão da ANTT afeta a CCR

A ANTT rressolveu de que a tarifa cobradas em todas as praças de pedágio da BR-163, rodovia administrada pela MSVia, sejam reduzidas em 53,94%. Isso, supreendeu os investidores e as ações da CCR chegaram a ter desvalorização de mais de 4%. A companhia, no entanto, informou que vai tomar as medidas necessárias para reverter a decisão.

Para os analistas do Credit Suisse, a notícia não era esperada e surpreendeu o mercado. Porém lembram que a Eco101, da Ecorodovias, teve um reajuste nagativo nesse ano de 11,7% por causa do fator D, mesma razão que impactou a MSVia. No cenário base da companhia, a MSVia teria um valor de reembolso baixo, com o impacto não muito relevante no valor presente consolidado da CCR.

No final do pregão a baixa foi reduzida para 0,75%.

 

Para Fitch, Braskem tem rating negativo

A Fitch alterou sua perspectiva da Braskem, de estável para negativa, mas reafirmou o rating de crédito BBB-. Segundo a agência, a mudança de avaliação é resultado da confluência de uma forte retração nos spreads petroquímicos devido ao menor crescimento global, além da expectativa de materialização das despesas, multas ou outros passivos legais relacionados às operações da Braskem em Alagoas. Assim, para evitar um rebaixamento de seu rating, a empresa terá que reforçar seu fluxo de caixa e o balanço patrimonial por meio de medidas como novas iniciativas de corte de custos, redução de investimentos e dividendos e/ou vendas de ativos.

 

Ação do Banco Pan pode subir 55%

Analistas do Morgan Stanley projetam as ações do Banco Pan em R$ 13 até o final de 2020, valorização de 55%. Acreditam que a recente recapitalização e transformação digital deve impulsionar o rápido crescimento do lucro por ação e aumento do retorno do patrimônio líquido.

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