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Crédito fácil leva 59% dos consumidores a compra por impulso

Conjuntura / 14 Maio 2018

Seis em cada dez consumidores (59%) aproveitaram as facilidades do crédito para fazer compras não planejadas. As aquisições mais feitas por impulso foram roupas, calçados e acessórios (19%), compras em supermercados (17%), perfumes e cosméticos (14%) e idas a bares e restaurantes (13%). A aquisição de peças de vestuário e acessórios foi mais presente entre a parcela feminina de entrevistados (23%), ao passo que a compra de produtos eletrônicos ganhou destaque entre os homens (13%).

O estudo foi realizado em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em fevereiro.

O levantamento ainda descobriu que na opinião dos entrevistados, a internet é o canal de venda onde as opções de crédito mais levam os consumidores a parcelarem suas compras. Um terço (33%) dos consumidores acredita que as lojas online estimulam o consumidor a fazer novas compras ao oferecerem mais possibilidades de parcelamento. Outros tipos de estabelecimentos que os entrevistados sentem essa facilidade para dividir em várias vezes são as lojas de departamento (23%), supermercados (13%) e shopping center (12%).

Na hora de parcelar uma compra, o cartão de crédito ficou em primeiro lugar no ranking de preferência dos consumidores, com 66% de citações. O crediário vem em segundo, mas com apenas 13% de menções e o financiamento aparece logo depois com somente 4% de preferência. O cheque pré-datado foi citado por 1% dos entrevistados.

 

À vista com desconto

 

Quando indagados sobre como preferem realizar a maior parte dos seus pagamentos, um em cada dez (9%) consumidores disse que sempre prefere parcelar, independentemente das condições. Há ainda 14% que optam pelo parcelamento se as parcelas não pesarem no bolso. Outros 41% sempre pagam à vista, enquanto 34% só pagam em dinheiro ou cartão de débito se houver algum desconto vantajoso.

Pouco mais de um terço (36%) dos consumidores disseram ter recebido alguma oferta de desconto caso pagassem por uma determinada compra em dinheiro em vez do débito ou alguma modalidade a prazo. A maior parte (52%) dos consumidores, contudo, afirmou não ter recebido esse tipo de oferta.

Na avaliação da economista Marcela Kawauti, se o consumidor tem o dinheiro disponível para pagar à vista e o parcelamento inclui juros, o recomendável é pagar de uma só vez. “Mesmo que o lojista não ofereça descontos, é sempre preferível evitar parcelamentos, principalmente em momentos de incertezas econômicas e de desemprego como o atual”, explica.

Foram ouvidos 910 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais e acima de 18 anos nas 27 capitais do país. A margem de erro é de no máximo 3,2 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

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