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Covas se nega ao diálogo e greve dos servidores continua

Prefeito alega que estava cuidando da agenda da cidade, para não receber a comissão de grevistas.

São Paulo / 07 Fevereiro 2019 - 23:01

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O prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), se negou novamente a receber uma comissão dos servidores públicos em greve para negociar a pauta dos trabalhadores, durante manifestação das categorias na tarde desta quinta-feira. A paralisação teve início na segunda-feira e o funcionalismo reivindica a revogação da Lei municipal 17.020, que aumentou a contribuição previdenciária do funcionalismo de 11% para 14% e criou o Sampaprev, estabelecendo planos de previdência individuais por capitalização.
“O prefeito alegou que está cuidando da agenda da cidade. Como se escolas, postos de saúde e outros serviços paralisados não fossem problemas da agenda da cidade. Como se os servidores que atendem a população não fossem parte da agenda da cidade”, afirmou o presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo, vereador Cláudio Fonseca (PPS). “Queremos dialogar com a Prefeitura, com os vereadores. O que foi feito com os servidores foi um atentado contra os direitos trabalhistas e um confisco dos salários dos funcionários públicos.”
Os servidores também reivindicam o fim da política de aumento anual de 0,01%, reajuste geral de 10% nos salários e chamadas dos concursos. A capital paulista tem cerca de 100 mil servidores em saúde, educação, cultura, esportes, serviços, entre outros. Como alternativa ao desconto de 14%, os servidores defendem a convocação de novos concursados que aguardam chamada e o fim das contratações de Organizações Sociais de Saúde.
 

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