Coreia do Sul decide evitar condicionalmente fim do pacto com Japão

País considera medidas comerciais nipônicas injustas

Internacional / 22:56 - 22 de nov de 2019

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A Coreia do Sul anunciou nesta última sexta-feira que vai suspender “condicionalmente” o fim de um acordo militar de compartilhamento de informações com o Japão. Pelo calendário inicialmente previsto, o Acordo Geral de Segurança das Informações Militares (GSOMIA) expiraria às 12h deste sábado. O monitoramento eficaz da Coreia do Norte depende da continuidade desse pacto.

Em outra decisão, a Coreia do Sul também suspendeu temporariamente processo em que encaminha queixa à Organização Mundial do Comércio contra o Japão. A suspensão vai durar enquanto as negociações com o Japão sobre as políticas de controle de exportação dos dois lados continuarem, disse Kim You-geun, vice-diretor do escritório de segurança nacional de Cheong Wa Dae, a sede do Executivo coreano.

Cheong Wa Dae enfatizou que o Japão deveria retirar as medidas comerciais “injustas” e normalizar suas relações com a Coreia do Sul para a continuidade do GSOMIA. O Japão está retringindo o fornecimento de materiais químicos essenciais para a indústria de alta tecnologia da Coreia do Sul, base para a manufatura das principais exportações do país, como semicondutores, telas de LED, chips de memória e aparelhos celulares.

A restrição ao fornecimento desses produtos, cujo abastecimento é monopólio de Tóquio, foi uma reação direta a decisões tomadas no final do ano passado pela Suprema Corte sul-coreana, ordenando que as empresas japonesas Mitsubishi e Nippon Steel & Sumitomo Metal pagassem indenização pelo uso de mão de obra escrava durante a ocupação japonesa da Península Coreana na Segunda Guerra Mundial.

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