Construção civil perde 46 mil vagas de trabalho formais em dezembro

Falta de política pública prejudica.

Conjuntura / 23:03 - 24 de jan de 2020

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O Brasil fechou dezembro de 2019 com um saldo negativo de 307,31 mil vagas com carteira assinada, no comparativo entre trabalhadores admitidos e desligados. A construção civil contribuiu fortemente para esse resultado mensal, com 46,88 mil vagas a menos, pois registrou 71,39 mil admissões e 118,27 mil desligamentos no último mês do ano passado.

Divulgados nesta última sexta-feira, pelo Ministério da Economia, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro foram analisados pela economista da Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), Ieda Vasconcelos. “Apesar de o resultado seguir a tendência do mês, de fechamento de vagas, em função da sazonalidade, a queda foi superior ao previsto”, informa.

A título de comparação, Ieda lembra que o resultado de dezembro de 2019 chegou próximo ao de dezembro de 2018. “Naquele mês, quando o setor ainda registrava queda na sua produção, foram perdidas 51,57 mil vagas”, lembra. Com esse resultado negativo – maior que o esperado – a construção civil encerrou 2019 com a geração de 71,11 mil vagas com carteira de trabalho assinada, mas poderiam ser muito mais.

O setor poderia ter crescido mais e gerado mais empregos, mas enfrenta dificuldades especialmente no segmento de habitação de interesse social, com uma falta de política de governo para a área, além da falta de pagamentos de obras realizadas no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo. Dessa forma, o crescimento do setor não se sustenta”, reforça Ieda Vasconcelos.

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