Conselho de Administração da Petrobras aprova nomeação de conselheiro

Engenheiro Nivio Ziviani é aprovado para Conselho; nome ainda deve passar pela Assembleia Geral de Acionistas.

Empresas / 15:25 - 21 de mai de 2019

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Em nota, a Petrobras informa que seu Conselho de Administração, em reunião realizada ontem, aprovou a nomeação de Nivio Ziviani, indicado pelo acionista controlador, para o cargo de membro do Conselho de Administração da companhia. Esta nomeação deverá ser submetida à deliberação da próxima Assembleia Geral de Acionistas que ocorrer.

Nivio Ziviani é engenheiro mecânico pela Universidade Federal de Minas Gerais (1971), mestre em Informática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1976) e doutor. em Ciência da Computação pela Universidade de Waterloo, Canadá (1982). É especialista em Tecnologia da Informação, sendo destacado acadêmico e empreendedor.

Professor-emérito do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais desde 2005 e membro da Academia Brasileira de Ciências desde 2007, Nivio Ziviani recebeu, ao longo de sua carreira, vários prêmios e honrarias, entre elas a Ordem Nacional do Mérito Científico, nas classes Comendador (2007) e Grã-Cruz (2018).

Ziviani é autor do livro Projeto de Algoritmos e coautor de mais de 180 artigos científicos nas áreas de algoritmos, recuperação de informação, inteligência artificial e áreas relacionadas. Como empreendedor, fundou várias empresas a partir de conhecimento gerado dentro da Universidade, como Kunumi (2016), Neemu (2010), Akwan (2000) e Miner (1998).

 

Cessão onerosa - O Conselho de Administração da Petrobras também aprovou a assinatura do Termo Aditivo do Contrato de Cessão Onerosa, nos termos da Resolução do Conselho Nacional de Política Energética nº 5, de 9 de abril de 2019.

O aditivo prevê o ressarcimento à empresa de US$ 9,058 bilhões; a redistribuição dos volumes entre os blocos, mantendo-se o total contratado de 5 bilhões de barris de óleo e gás equivalente; a adoção de cláusula para resolução de conflitos; e a revisão dos requisitos de conteúdo local para os mesmos percentuais da 6ª rodada de blocos exploratórios no regime de partilha de produção.

A aprovação, contudo, está condicionada à solução orçamentária para o pagamento da União à Petrobras e à publicação de Portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) sobre o Acordo de Coparticipação que não viole o direito adquirido da companhia no contrato de Cessão Onerosa e as condições já negociadas no âmbito do processo de revisão. Estas condições estão formalizadas na minuta do termo aditivo ao contrato e na Portaria MME nº 213/2019, que estabelece as diretrizes para a cálculo da compensação devida à Petrobras pelo diferimento do seu fluxo de caixa nas áreas da Cessão Onerosa.

O órgão colegiado condicionou ainda que a celebração do termo aditivo ocorra antes da realização do leilão dos excedentes da Cessão Onerosa.

 

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