Confiança do comércio aumenta 10,6% em comparação com 2016

Conjuntura / 06 Dezembro 2017

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 109,3 pontos no mês de novembro, mantendo-se acima da zona de indiferença (100 pontos). Na comparação com outubro, o indicador evoluiu 1,9% com ajuste sazonal. Já ante novembro do ano passado, o aumento foi de 10,6%.

- A melhora gradual da atividade econômica, a desaceleração da inflação e a redução dos juros e do custo do crédito vêm beneficiando o poder de compra das famílias e impulsionando aos poucos as vendas do comércio. Além disso, existe uma grande expectativa dos comerciantes para as vendas de fim de ano - explica Juliana Serapio, assessora econômica da CNC.

O subíndice que mede a avaliação das condições correntes pelo comerciante apresentou aumento de 1,6% na série com ajuste sazonal. Na comparação anual, apresentou um aumento significativo de 35,7%. Apesar disso, continua na zona negativa (abaixo dos 100 pontos), com 79,4 pontos.

Em relação a novembro de 2016, a percepção dos varejistas em relação às condições atuais melhorou expressivamente em todos os itens avaliados (economia, setor e empresa), com destaque para a economia, com aumento de 48,6%.

Neste novembro, 41% dos comerciantes consideram o desempenho do comércio melhor do que há um ano. No mês passado, esse percentual era de 39,8% dos entrevistados.

O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio aumentou 1,5% em relação a outubro e 1,4% na comparação com novembro de 2016. Apesar do arrefecimento na evolução das expectativas dos comerciantes, o componente atingiu o mesmo nível do início de 2014 e segue sendo o único subíndice do Icec acima da zona de indiferença, com 152,4 pontos.

As perspectivas no curto prazo em relação ao desempenho do comércio e da própria empresa melhoraram relativamente em comparação com novembro de 2016 (ambas com +2,0%). Já as perspectivas quanto às evoluções da economia tiveram um ligeiro aumento de 0,1%.

Na avaliação de 82,8% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos seis meses à frente. Em outubro, esse percentual havia alcançado 80,7% e, em setembro, 78,4%.

Os preparativos para as festas de fim de ano mostram impacto positivo no subíndice que mede as intenções de investimento do comércio, que aumentaram 0,7% em novembro, na série com ajuste sazonal. Na comparação anual, o subíndice teve aumento de 9,5%, puxado por incrementos tanto na intenção de contratar (+7,7%) quanto na de investir na empresa (+18,9%) e em estoques (+4,2%). Na comparação mensal, com ajuste sazonal, apresentaram aumento as intenções de investimento na empresa (+1,5%) e em estoques (+1,0%). A perspectiva de contratação de funcionários teve leve queda (-0,2%).

Para 27,4% dos comerciantes consultados em novembro, o nível dos estoques está acima do que esperavam vender, proporção menor do que a apontada em outubro (27,8%). O percentual que indica insatisfação quanto ao nível dos estoques tem reduzido e converge mês após mês para a média histórica do indicador (25%).

A CNC estima crescimento de 4,3% no volume de vendas do varejo no Natal de 2017, o primeiro aumento no período desde o Natal de 2014.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) detecta as tendências do setor, do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6.000 empresas situadas em todas as capitais do país, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a 200 pontos.

 

Com crescimento de 2,2%, varejo em outubro manteve a sequência de resultados positivos

Outubro manteve o impulso das vendas totais, marcando o sexto mês consecutivo de resultados positivos no varejo - excluindo os setores de automóveis e materiais de construção - de acordo com o Indicador de Varejo da Mastercard, SpendingPulse. Durante o período, as vendas tiveram alta de 2,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, pouco abaixo do terceiro trimestre do ano com 3,2%.

Setores como supermercados, material de construção, artigos farmacêuticos, móveis e eletrodomésticos mantiveram crescimento acima do indicador de vendas totais. Por outro lado, os setores de artigos de uso pessoal e doméstico, vestuários e combustíveis tiveram desempenho abaixo.

O comércio eletrônico manteve o crescimento de dois dígitos, alcançando 20,9% em outubro. Se comparado com o mesmo período do ano anterior, o mês manteve a forte expansão do canal. Os setores de móveis e vestuários tiveram desempenho superior à média do canal de distribuição, enquanto os setores de hobby & livraria, eletrônicos e artigos farmacêuticos permaneceram abaixo do crescimento do canal.

As regiões Norte (2,7%), Sul (4,1%) e Sudeste (2,5%) permaneceram com desempenho acima da média, enquanto Nordeste (0,7%) e Centro-Oeste (-0,3%) ficaram abaixo do registrado pelo varejo, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na semana que antecedeu o Dia das Crianças, as vendas no comércio tiveram uma expansão de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado, o que auxiliou significativamente no crescimento das vendas do mês.