Confiança de PMEs atinge 64,3 pontos para o último trimestre do ano

Conjuntura / 11 Outubro 2017

O Índice de Confiança do Pequeno e Médio Empresário (IC-PMN) registra 64,3 pontos para o quarto trimestre de 2017, uma variação negativa de 1,46% diante do trimestre anterior. A pesquisa é elaborada pelo Centro de Estudos em Negócios do Insper, com apoio do Santander.

Segundo Gino Olivares, professor e pesquisador do Insper responsável pelo IC-PMN, a queda do IC-PMN pode representar apenas uma acomodação após dois trimestres seguidos de alta; mas a disseminação do resultado recomenda também um olhar mais prudente, pois pode significar uma recuperação da atividade com dificuldade para se sustentar.

O desempenho do IC-PMN para o período foi reflexo do recuo na confiança dos empresários nas regiões Centro-oeste 64,2 pontos, queda de -5,2%, Sul (63,1 pontos, redução de 4%), Nordeste (63,2 pontos, ou -2,7%). No Norte do país, o indicador manteve-se praticamente estável, com 69 pontos e uma variação de -0,1%. Em contrapartida, os empresários do Sudeste demonstraram mais otimismo, com alta de 0,6% em relação ao trimestre anterior, atingindo 64,5 pontos.

Nas avaliações sobre os setores da economia, a retração dos indicadores ocorreu em todos os itens avaliados. O empresários do ramo de serviços demonstraram a menor confiança, com redução de 2,8%, para 64 pontos, seguido de indústria (-1,5% e 64,2 pontos), comércio (0,7%, para 64,5 pontos), quando comparado ao terceiro trimestre.

O IC-PMN também obteve variação negativa nas avaliações de áreas específicas. Quando questionados sobre empregos, os empresários demonstraram menor otimismo para o fim do ano: 56,9 pontos, queda de 2,2%. Na avaliação sobre ramo, a queda foi de 1,9% (67,2 pontos), seguido de faturamento, decréscimo de 1,8% (69,5 pontos), lucro, -1,3% (69,0 pontos), economia, -0,8% (61,8 pontos) e investimento com -0,8% e (61,2 pontos), na comparação com os três meses anteriores.

Os dados do IC-PMN foram obtidos por meio de entrevistas telefônicas com 1.298 pequenos e médios empresários de todo o país, dos setores da indústria, comércio e serviços. A margem de erro do índice é de 1,4% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.