Concessões do leilão de áreas portuárias renderam R$ 148,5 milhões

Foram arrematadas duas áreas nos portos de Santos e uma em Paranaguá.

Mercado Financeiro / 22:03 - 13 de ago de 2019

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O governo conseguiu levantar R$ 148,5 milhões em outorgas no leilão de áreas portuárias nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (no Estado do Paraná) realizado nesta terça-feira na B3 (Bovespa), em São Paulo. O certame foi coordenado pelo Ministério da Infraestrutura e o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Este é o 3º leilão realizado no setor portuário em 2019.

Da soma arrecadada, cerca de R$ 37,125 milhões serão pagos à vista, na assinatura do contrato, que deve ocorrer em até 120 dias. O restante será quitado em 5 parcelas anuais, informou o Ministério da Infraestrutura. Segundo a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), vinculada à Casa Civil da Presidência da República, são estimados investimentos de R$ 420 milhões nos três empreendimentos.

No Porto de Santos, foram leiloados dois terminais, um de 38.398m², destinado à movimentação de líquidos, como produtos químicos, etanol e derivados de petróleo, e outro de 29.278,04 m², para movimentação de sal e fertilizantes. A primeira área foi arrematada por R$ 112,5 milhões pela Hidrovias do Brasil. A empresa ganhou o direito de exploração por 25 anos de três armazéns interligados por esteiras ao cais. A previsão do governo federal é que a nova concessionária realize investimentos de cerca de R$ 219,3 milhões.

De acordo com a agência Brasil, a disputa foi apertada, com diversos lances em viva voz. A proposta inicial da Hidrovias do Brasil, por exemplo, havia sido de R$ 65 milhões, mas foi aumentada para competir com as novas ofertas feitas pela Aba Infraestrutura e pelo Consórcio TRH, que também participaram do leilão. A última proposta, do TRH ficou em R$ 112 milhões, sendo que a Hidrovias do Brasil venceu com um lance R$ 500 mil superior.

A segunda área em Santos foi leiloada para a Aba Infraestrutura por R$ 35 milhões. A outra concorrente, a Empresa Brasileira de Terminais, teve o lance desclassificado por ter diversos outros ativos na mesma parte do porto. Sendo assim, a oferta da Aba foi a única considerada válida. O espaço, com 38,4 mil metros quadrados, é destinado à movimentação de líquidos, como produtos químicos, etanol e derivados de petróleo. A estimativa do governo é que sejam feitos R$ 110,7 milhões em investimentos.

 

Porto de Paranaguá

 

A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do país, arrematou em lance único por R$ 1 milhão uma área de 27,5 mil metros quadrados da área do porto de Paranaguá para movimentação de cargas em geral, especialmente papel e celulose. Estão previstos investimentos de R$ 87 milhões. O governo acredita que após investimentos, o local poderá atingir a capacidade de movimentar 1,25 milhões de toneladas por ano.

Os editais dos leilões foram publicados em abril no Diário Oficial da União pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

 

Concessões e privatizações

 

Em abril, o governo federal faturou R$ 447,9 milhões com a outorga de 6 terminais portuários no Pará. Em março, foram levantados R$ 219,5 milhões com o arrendamento de 4 áreas portuárias na Paraíba e 1 no Espírito Santo.

Com o leilão desta terça-feira, já foram entregues pelo PPI 27 projetos em quatro setores: portos (13), aeroportos (12), ferrovias (1) e energia (1). A carteira atual de projetos inclui cerca de 100 empreendimentos nas áreas de transportes, energia. óleo e gás, mineração, incluindo a privatização de estatais como Eletrobras e Casa da Moeda, com previsão de R$ 180,22 bilhões em investimentos até 2022.

 

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