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Comprador do tríplex foi condenado por fraude em licitação

Conjuntura / 16 Maio 2018

O empresário Fernando Costa Gontijo, que arrematou, pelo lance mínimo de R$ 2,2 milhões, o triplex do Guarujá cuja propriedade foi atribuída pelo juiz Sergio Moro ao ex-presidente Lula, foi condenado por improbidade no âmbito da Operação Confraria, deflagrada em 2005 contra fraudes em licitações na Prefeitura de João Pessoa.

Gontijo e outros oito sentenciados – entre eles, o ex-governador do Estado e ex-prefeito de João Pessoa Cícero de Lucena Filho (PSDB) foram condenados em processo de superfaturamento de obras públicas de infraestrutura bancadas com dinheiro de convênios entre a União e a Prefeitura.

O novo dono do dúplex, ouvido pelo jornal Estado de S.Paulo, diz que seu envolvimento no caso foi fruto de uma confusão e que não teve participação nos ilícitos.

Segundo O Globo, o pai de Gontijo era primo do magnata da construção civil de Brasília, José Celso Gontijo, dono da construtora JC Gontijo. O novo dono do tríplex também diz ter sido executivo da Via Engenharia até 2001, quando deixou a empresa. Ambas as empresas foram investigadas no escândalo que ficou conhecido como Mensalão do DF, que envolveu o ex-governador José Roberto Arruda. Porém, Gontijo diz que é apolítico.

Fernando Gontijo consta como sócio de José Augusto Rangel de Alckmin na La Paia Empreendimentos Imobiliários. O escritório do qual José Augusto é sócio, Alckmin Advogados, atende ao PSDB. José Augusto é primo de Geraldo Alckmin, pré-candidato tucano a presidente da República.

 

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