Companhia energética de Brasília caminha para privatização

BNDES ficará responsável pela execução e coordenação dos estudos.

Mercado Financeiro / 21:59 - 13 de ago de 2019

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi contratado para estruturar um projeto de privatização da unidade de distribuição de eletricidade da Companhia Energética de Brasília (CEB). Assinado nesta terça-feira, o documento é o primeiro passo para a privatização da companhia. O contrato também prevê a montagem prévia de uma captação de recursos para reestruturação financeira da CEB-D, informou a elétrica em comunicado.

Em 31 de julho, o presidente da companhia Energética e diretor-geral da CEB Distribuição, Edison Garcia, apresentou durante um evento na capital do país um panorama da empresa e indicou, inclusive, a abertura de capital como alternativa para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro da companhia.

“Para melhorar os seus indicadores de qualidade de serviço ao longo dos anos, a CEB Distribuição passou por um processo de investimento às custas de endividamento e agora está desenquadrada”, explicou na ocasião o presidente da empresa. Ele observou também que, pelo fato de ser uma empresa pública, a companhia tem algumas amarras e restrições na gestão que impedem uma eficiência maior para atingir seus objetivos. “A companhia apresenta um elevado endividamento e um déficit constante que precisam ser combatidos”, enfatizou.

 

Acordo

 

O acordo com o BNDES tem vigência de 39 meses, mas poderá ser prorrogado se necessário. “O acordo acontece após o governo local aprovar em assembleia de acionistas em junho a elaboração de estudos e modelagem para a venda do controle da CEB-D, responsável pela distribuição de energia no Distrito Federal”, destacou a Reuters.

Pelo contrato, a captação de recursos poderá ocorrer mediante a emissão de títulos de dívida da CEB, de empresas do grupo ou de companhias a serem constituídas “Deverá contribuir para o sucesso da transferência de controle da subsidiária”, defendeu a CEB em nota à imprensa.

O BNDES ficará responsável pela execução e de coordenar os estudos para a privatização, incluindo a contratação de serviços técnicos necessários, enquanto a CEB deverá fornecer informações para o processo e realizar as interlocuções necessárias junto a órgãos públicos.

O presidente da CEB, Edison Garcia, disse à Reuters em junho estimar que a empresa precisaria levantar pelo menos R$ 500 milhões para equacionar a situação financeira de sua unidade de distribuição.

A CEB-D atende cerca de 1 milhão de clientes no Distrito Federal, com área de concessão de 5.780 km², segundo o mais recente balanço da companhia. A distribuidora é 100% controlada pela CEB, que tem o governo do Distrito Federal como principal acionista, com 80% das ações.

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