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Comissão Europeia reduz previsão de crescimento

Acredite se puder / 12 Julho 2018

A Comissão Europeia divulgou na última quinta-feira suas Previsões Intermediárias de Verão, no qual consta que o crescimento da economia é resiliente e vai continuar, mas a incerteza está aumentando. As tensões comerciais, a incerteza política em alguns Estados-membros e os preços do petróleo são riscos que prejudicam o cenário macroeconômico no curto e médio prazo. Porém, ainda não é claro como é que cada um destes fatores potencialmente negativos se vai materializar na Europa. Este novo cenário fez a Comissão Europeia revisar o crescimento do bloco em relação às estimativas da primavera, mas, ainda assim, o cenário é “benigno”. Ou seja, pode ser ainda mais baixo caso haja uma escalada das tensões comerciais com os EUA, prejudicando a confiança de “forma mais permanente”, como o investimento e as trocas comerciais.

Além disso, a Comissão Europeia alerta para a volatilidade dos mercados e os desequilíbrios provocados pela política orçamental pró-cíclica dos Estados Unidos. A revisão afeta as médias da Zona Euro e da União Europeia que deverão avançar 2,1% este ano e 2% em 2019. A projeção para a Alemanha, a maior economia do euro, foi a que mais desceu de 2,3% para 1,9% neste ano. Para a França existe a perspectiva de uma redução de 2% para 1%.

 

Português gosta de desafiar a supervisão

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários revelou que, no ano passado, 47% das ações portuguesas foram negociadas fora do mercado regulamentado, movimento praticamente igual ao registado em 2016, mas com aumento em relação a 2017. E isso significa que continuam os mesmos desde os tempos da descoberta do Brasil: sempre desafiando a supervisão. No Relatório Anual sobre os Mercados de Valores Mobiliários, relativo ao ano passado, a CMVM ressalta que a negociação de ações em mercado regulamentado é a menor na Zona Euro. Uma evolução que “coloca maiores desafios à supervisão tendo em conta as menores exigências regulamentares em matéria de transparência da negociação efetuada em outras plataformas de negociação”. Em queda pelo terceiro ano consecutivo, o valor de contratos futuros movimentados em Portugal totalizou 862 milhões de euros para o conjunto do ano. A totalidade desse contratos foram relativos ao índice PSI 20, pois não houve o registro de contratos futuros de ações.

 

Mercado imobiliário desaba no Reino Unido

O valor total do mercado imobiliário na Grã-Bretanha sofreu uma queda de 26,9 bilhões de libras, ou 30,4 bilhões de euros, nos primeiros seis meses deste ano. O valor global das propriedades e imóveis britânicos cifra-se em 8,19 bilhões de libras, ou 9,26 bilhões de euros. Em média, cada imóvel desvalorizou 5,12 libras, cerce de 5,79 euros por dia, o que representa uma perda de 927 libras, o que corresponde a 1.048 euros no primeiro semestre do ano. O estudo feito pelo site imobiliário Zoopla, que encontrou tais dados analisando o valor das propriedades no seu site entre 1 de Janeiro e 30 de Junho e fazendo uma extrapolação. “A incerteza quanto ao Brexit é um fator que está influenciando o mercado, contudo, pelo lado positivo, a queda no valor está a criar a oportunidade para compradores de primeira casa”, referiu Lawrence Hall, porta-voz do Zoopla.