Copa América: varejo vendeu -1% de produto verde e amarelo

Segundo o CDL-Rio, 'movimento ficou concentrado em alimentação e entretenimento, nas zonas Sul e Oeste, por circulação de turistas'.

Rio de Janeiro / 12:17 - 11 de jul de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

A vitória do Brasil na Copa América não refletiu no faturamento do comércio do Rio de Janeiro, que esperava um aumento de 3% na venda de produtos verde e amarelo durante o período do evento e vendeu menos 1%. Os dados são da pesquisa do Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), realizada entre os dias oito e 10 de julho, que ouviu 500 lojistas cariocas dos ramos de eletroeletrônicos, artigos esportivos, decoração, roupas (especialmente camisas temáticas), calçados, papelaria, suvenires e produtos verde-amarelo para saber como foram as vendas durante a Copa América.

De acordo com a pesquisa, 95% dos comerciantes varejistas disseram que os produtos "verde e amarelo" alusivos à Copa América não atingiram as expectativas e para 71% dos entrevistados as vendas ficaram entre um e dois por cento negativas, apesar de 89% das lojas terem funcionado normalmente nos dias de jogos.

A pesquisa mostrou também que os produtos mais procurados foram roupas (camisas temáticas e outras) com 64%, acessórios (chapéus, viseiras, bandanas, óculos coloridos) com 18,4%, sandálias/havaiana com 14%, e suvenires, com 2%, entre outros. O preço médio ficou na casa dos R$ 100.

Segundo Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio, eventos dessa grandiosidade acabam tirando o foco das pessoas do consumo, o que também ocorreu na Copa do Mundo de 2014 realizada no Brasil, quando os lojistas cariocas amargaram um prejuízo de R$ 5,7 milhões com o estoque encalhado. "Na Copa América, a exemplo da Copa do Mundo e das Olimpíadas, o movimento ficou mais concentrado nos setores de alimentação e entretenimento, principalmente nas zonas Sul e Oeste, onde houve maior circulação de turistas", diz Aldo.

A pesquisa foi feita principalmente com as lojas da Zona Sul (27,6%), do Centro (26%), Zonas Norte (25%) e Oeste (21,4%).

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor