Comércio teve o pior desempenho dos últimos quatro meses

Segundo Serasa, tecidos e veículos foram os que mais impactaram o movimento no comércio; atividade cresceu 1,5% em agosto.

Conjuntura / 12:30 - 16 de set de 2019

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O Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian apresenta uma desaceleração no movimento dos consumidores em lojas de todo o país em agosto de 2019, quando comparado com o mesmo mês de 2018. Apesar do aumento de 1,5%, este é o pior desempenho desde maio, quando o crescimento foi de 4,0%. Quando comparado com julho de 2019, a queda foi de -0,9%, enquanto a variação do acumulado dos oito primeiros meses do ano mostrou alta de 0,9%.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, este movimento sinaliza uma desaceleração, mas ainda não é possível apontar uma tendência.

"A fraca recuperação da economia e os altos índices de inadimplência do país ainda fazem os consumidores priorizarem outros gastos. Ainda temos datas importantes para o comércio no segundo semestre, que irão impactar o indicador", comenta.

Ainda assim, o Dia dos Pais fez com que a atividade ficasse positiva, já que em 2019 a data teve o melhor desemprenho dos últimos seis anos.

A alta de 1,5% na variação anual (agosto de 2018 x agosto de 2019) foi puxada pelos segmentos de tecidos, vestuário, calçados e acessórios e por veículos, motos e peças, que apresentaram crescimento de 3,8% e 3,7%, respectivamente, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Materiais de construção (2,8%), móveis, eletrodomésticos, eletrônicos e informática (1,9%) e Supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (0,1%) também apresentaram alta, enquanto combustíveis e lubrificantes tiveram queda de -5,9%.

A variação entre agosto de 2019 e julho de 2019, feitos os ajustes sazonais, mostra que os segmentos mais impactados foram combustíveis e lubrificantes e veículos, motos e peças, ambos com queda de -1,4%. No acumulado de janeiro a agosto de 2019, o crescimento de 0,9% foi impulsionado por veículos, motos e peças (10,6%) e material de construção (5,6%). Os demais segmentos apresentaram queda.

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