Comércio melhora mas ainda está 4 anos defasado

Vendas do varejo brasileiro voltam ao patamar de junho de 2015.

Conjuntura / 22:59 - 11 de set de 2019

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O comércio teve resultado superior ao esperado em julho, com as vendas no varejo crescendo 1% na comparação com junho (com ajuste sazonal, ou seja, leva em contas as diferenças entre os me-ses). É o terceiro resultado positivo seguido nesse tipo de comparação, o que representa um acréscimo de 1,6% no período, mostra a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE.
No varejo ampliado, que inclui os segmentos Veículos, motos, partes e peças e Material de construção, o volume de vendas cresceu 0,7% em relação a junho de 2019, quinta expansão seguida, acumulando 3% de ganho nesse período.
Com o resultado, o setor varejista recupera o patamar de vendas próximo a junho de 2015, mas ainda se encontra 5,3% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014. Com isso, a média móvel do trimestre encerrada em julho (0,5%) mostrou aceleração no ritmo das vendas, quando comparada ao trimestre encerrado em junho (0,1%).
“Se este movimento de recomposição do dinamismo das vendas permanecer nos próximos meses, há possibilidade de amenizar a desaceleração que o setor vem apresentando ao longo de 2019”, analisa o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
Apesar da melhoria, o ritmo de crescimento caiu pela metade na comparação com o período de janeiro a julho de 2018: de 2,4% para 1,2%. No varejo ampliado, o aumento de 3,8% também é infe-rior aos 5,4% do ano passado.
O indicador acumulado nos últimos 12 meses passou de 1,2% até junho para 1,6% até julho, o que sinaliza ganho de ritmo no varejo, assinala o IBGE.

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