Comércio do Rio teve em julho a maior inadimplência do ano

No acumulado dos sete primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2018, inadimplência aumentou 3,1%.

Rio de Janeiro / 12:44 - 20 de ago de 2019

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A inadimplência no comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro aumentou 1,9% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado. É o maior índice do ano, de acordo com os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio).

As consultas, índice que mostra o movimento do comércio, cairam 3,9% e as dívidas quitadas (que mostra o número de consumidores que colocaram suas dívidas em dia) recuaram 1,3%.

De acordo com o presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, o índice de menos 3,9% nas consultas mostra claramente o fraco desempenho do comércio. Ele lembra que entre os fatores que influnciaram no desempenho das vendas no mês de julho são os mesmos do mês de junho: a crise pela qual passa o Estado do Rio de Janeiro e o aumento do desemprego, que leva os consumidores a uma postura mais cautelosa devido ao baixo crescimento da renda.

Ao comparar o mês de julho com o mês anterior (junho), os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do CDL-Rio mostram que as consultas e as dívidas quitadas diminuíram, respectivamente, 5,8% e 8% e a inadimplência cresceu 2,1%.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano (janeiro/julho) em relação ao mesmo período de 2018, as consultas e as dívidas quitadas recuaram 7,7% e 2,4% e a inadimplência aumentou 3,1%.

Segundo o LIG Cheque, registro de cadastro da entidade, em julho em relação ao mesmo mês de 2018, as consultas e as dívidas quitadas caíram, respectivamente, 8,1% e 2,4% e a inadimplência cresceu 1,2%.

Comparando-se julho com o mês anterior (junho), as consultas e as dívidas quitadas diminuíram, respectivamente, 8,5% e 1,2% e a inadimplência subiu 0,3%.

No acumulado dos primeiros sete meses desse ano (janeiro/julho) em relação ao ano passado, a inadimplência aumentou 1,3% e as consultas e as dívidas quitadas recuaram, respectivamente, 10,5% e 1,6%.

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