Comércio carioca espera aumento de 1,5% nas vendas no Dia dos Pais

Primeiro semestre foi marcado por fraco desempenho de vendas, principalmente em datas comemorativas que não atingiram esperado.

Rio de Janeiro / 11:20 - 30 de jul de 2019

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Com o estímulo das promoções, propaganda, formas diferenciadas de crediário, descontos e facilidade de pagamento, o comércio lojista espera um crescimento de 1,5% nas vendas no Dia dos Pais, que junto com o Dia da Criança e do Natal são as datas comemorativas mais importantes para o setor no segundo semestre do ano.

É o que mostra a pesquisa do Centro de Estudos do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), que ouviu 500 lojistas da Cidade do Rio de Janeiro dos ramos de roupas, calçados, joias e relógios, eletroeletrônicos, livros, celulares, artigos esportivos, perfumes e acessórios masculinos (cintos e carteiras) para conhecer a expectativa dos empresários para o Dia dos Pais.

Segundo a pesquisa os lojistas, apesar da crise, da camelotagem e da violência, esperam um movimento melhor este ano em relação a 2018. Eles acreditam que os produtos do setor de vestuário (comuns e esportivos), calçados (incluindo tênis, sandálias e chinelos) e acessórios (carteiras e cintos) devem ser os presentes mais vendidos.

Os lojistas estimam que o preço médio dos presentes por pessoa deve ficar entre R$ 80 e R$ 100 e que a maioria dos clientes deverão utilizar o cartão de crédito parcelado como forma de pagamento, seguido de cheque pré-datado, da venda a prazo (crediário), cartão de débito e cartão da própria loja e à vista (em dinheiro).

De acordo com o presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, o comércio está moderadamente otimista com as vendas no Dia dos Pais.

"O primeiro semestre do ano foi marcado pelo fraco desempenho das vendas (-3,8%), principalmente das datas comemorativas que não atingiram o movimento esperado. Isso pode ser debitado ao avanço do desemprego e o crédito escasso e mais caro que causam retração no consumo. Estes problemas, aliados aos custos de operação cada vez maiores e a violência urbana na cidade do Rio de Janeiro vem prejudicando bastante o comércio, principalmente as lojas de bairros, influenciando profundamente no comportamento do consumidor, que por um lado fica com medo de sair de casa e por outro reduz seus gastos, entre eles as compras".

Outro ponto apontado pelo presidente do CDL-Rio que tem prejudicado bastante a atividade, principalmente as lojas de rua, é o "espantoso crescimento dos camelôs no Rio de Janeiro, que causa grandes prejuízos não apenas ao comércio, mas também a indústria e revela uma das mazelas mais tristes do abandono que vive a cidade", conclui Aldo Gonçalves.

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