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Com micro-reserva, Portugal quer produzir lítio ainda neste ano

As reservas mundiais de lítio são de 16 milhões de toneladas, segundo o Serviço de Pesquisa Geólica dos Estados...

Acredite se puder / 12 Março 2018

As reservas mundiais de lítio são de 16 milhões de toneladas, segundo o Serviço de Pesquisa Geólica dos Estados Unidos. O interessante é que Portugal tem uma ínfima reserva de 60 mil toneladas, mas vai realizar leilões para conceder licença para a prospecção, tentando capitalizar o crescente interesse por este recurso natural, impulsionado pelo uso em baterias de veículos elétricos. O mais engraçado é Jorge Seguro Sanche, secretário de Estado da Energia, que classifica Portugal entre os países do top 10 em termos de reservas de lítio, em entrevista à Bloomberg. O país pretende fazer parte da estratégia da União Europeia para desenvolver as baterias, salientou e com os leilões, “o governo português tentará atrair mais investimentos à procura de propostas que não se limitem à exploração das reservas de lítio, e que englobem o desenvolvimento de projetos industriais, o que pode incluir fábricas de baterias”, salientou.

Queremos que o trabalho sobre o recurso seja feito tanto quanto for possível dentro da economia portuguesa”, disse o secretário de Estado. O Governo atualmente está a organizando os primeiros leilões para a prospecção e posteriormente virá a fase de exploração, revelou. Sanches apresentou a estratégia do país durante a Convenção da Associação de Prospectores e do Canadá, em Toronto. “Os mais de 40 pedidos de licenças mostram que existe um grande interesse por este recurso”, disse o secretário de Estado. “Estas empresas estão muito interessadas. Certamente vêem viabilidade económica.”

 

Ações da Spotify vão para bolsa em abril

As ações da plataforma de streaming de música devem ser listadas numa bolsa de Nova York e devem começar a ser movimentadas a partir da semana que começa no dia 2 de Abril. A empresa sueca Spotify planeia listar as suas ações numa praça nova-iorquina (Estados Unidos) na semana que arranca a 2 de Abril, de acordo com informações de fontes da Bloomberg. A entrada no mercado de capitais será diferente do que tipicamente acontece. A firma de streaming de música pretende avançar com uma colocação directa, ou seja, não pretende emitir novas ações nem levantar capital com a operação. Em vez disso, os acionistas já existentes vão disponibilizar as suas participações aos investidores. Segundo a agência, a empresa vai passar as próximas semanas se encontrando com potenciais investidores de forma a tentar corrigir possíveis incertezas que podem surgir com esse tipo de abordagem. No próximo dia 15 de março, a empresa pretende realizar o dia do investidor no sentido de tentar mostrar quais são as suas perspectivas para o futuro.

As vendas na indústria da música estão em crescimento há três anos, devido aos serviços de streaming de música, aponta a Bloomberg. No final do ano passado, o Spotify tinha 71 milhões de assinantes, o dobro da nApple Music, seu principal concorrente. Esta notícia surge depois de, no final de fevereiro, a firma ter apresentado o pedido de admissão direta das suas ações na Bolsa de Nova York. No último dia 3 de janeiro a Reuters noticiou que a Spotify havia pedido confidencialidade às autoridades reguladoras norte-americanas no seu pedido de autorização para uma admissão direta das ações em bolsa na primeira metade de 2018, para permitir a saída das posições acionárias de investidores de longa data.

 

Deutsche Bank arrecadará 1,8 bilhão de euros

O Deutsche Bank já tinha anunciado a intenção de realizar uma oferta pública inicial da sua unidade de gestão de ativos, mas faltavam detalhes. Agora, tornou público que pretende captar 1,8 bilhão de euros através da colocação de 40 milhões de ações com o IPO da unidade de gestão de ativos. Embora o banco não revelasse o montante da operação, Bloomberg e Reuters adiantavam que a instituição iria alienar 25% das ações da DWS, o que permitiria de até 2 bilhões de euros. Isso se confirmou com o banco anunciando a colocação de 40 milhões de ações da DWS, com preço entre 30 e os 36 euros por título, o que lhe pode permitir assim arrecadar até 1,8 mil milhões de euros, segundo um comunicado emitido pelo banco no último domingo à noite.

Agora, já surgem os interessados, a japonesa Nippon Life Insurance revelou que pretende adquirir 5% das ações nesta operação, ao preço da colocação. Ao mesmo tempo, a Bloomberg noticia que a administração do banco pretende cortar 6 mil empregos na unidade bancária. A redução dos postos de trabalho na unidade recentemente criada pelo Deutsche Bank é ainda provisório, pois não decorreram ainda as negociações com os sindicatos e as comissões que representam os trabalhadores. O plano de corte de postos de trabalho durará até 2022 e prevê a saída de mil trabalhadores por ano através de rescisões voluntárias e saídas naturais. Já se antecipava que o maior banco alemão pretendia reduzir a força de trabalha na unidade de banca recentemente criada através da fusão entre a antiga unidade do banco e a sua subsidiária Postbank.

 

Eneva adquire participação na Pecém II

A Eneva comunicou que no último dia nove deste mês celebrou contrato de compra e venda de ações com Uniper para aquisição de 100% das ações detidas por Uniper em Pecém II Participações S/A, a única acionista da Pecém II Geração de Energia S/A. Em contrato, a empresa se comprometeu em adquirir as ações pelo valor de R$ 50 milhões, contudo esta decisão ainda está sujeita à aprovação do Conselho Administração de Defesa Econômica (Cade) e a determinadas condições suspensivas.

 

Telefônica Brasil investirá R$ 24 bilhões

A Telefônica Brasil comunicou em fato relevante de que realizará investimentos futuros em linha com a sua estratégia de oferecer a melhor experiência para seus clientes e capturar oportunidades de crescimento existentes no país. Sendo assim, para o triênio de 2018–2020 ela estima realizar um investimento de R$ 24 bilhões, com foco principal em expansão e qualidade das redes móvel e fixa, excluindo eventuais investimentos em licenças. E fará um investimento adicional estimado de R$ 2,5 bilhões, para o mesmo período, serão destinados exclusivamente à aceleração da expansão da rede de fibra óptica “Esclarecemos que os montantes acima são estimados, sujeitos a alterações diante de eventuais mudanças no ambiente de negócio e macroeconômico”, finalizou a empresa em nota.