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Com 34% de tributos, Brasil é o 30º país em retorno à sociedade

Indicador que se baseia em levantamento da OCDE e da ONU aponta a Irlanda como o primeiro país com retorno social.

Conjuntura / 12:08 - 10 de Jul de 2019

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Com base em dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como a carga tributária sobre o PIB e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU), o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) criou o Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade (Irbes), que, nesta nona edição, aponta o Brasil como sendo o último de 30 países analisados entre aqueles com as mais altas cargas tributárias. Desde a primeira edição do estudo, o Brasil ocupa a última posição.

"O índice tem importâncias ponderadas, de 15% e 85% respectivamente, que demonstrasse matematicamente a realidade que sentimos no dia a dia. Nós temos a 15ª carga tributária mais alta do mundo, entre os 193 países signatários da ONU", analisa João Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT.

Segundo Olenike, que é contador, "o que o país precisa é investimento nas áreas essenciais como saúde, educação e segurança, e dá para fazer".

A Irlanda, país em primeiro lugar no ranking, tem uma carga tributária pequena quando comparada a outros países do estudo, mas tem um excelente nível de desenvolvimento, o que faz com que tenha atingido o maior valor referente ao Irbes.

"É possível arrecadar e investir. Vemos países da América do Sul, como Uruguai e Argentina que têm um índice de retorno maior que o do Brasil. A campeã, Irlanda, também é um excelente exemplo de carga tributária baixa e alto desenvolvimento", afirma o presidente do IBPT.

Ainda com relação à Irlanda, esse país é um modelo a ser seguido, pois com pouco mais de 4,6 milhões de habitantes, tem uma expectativa de vida de 82 anos, com 67% da população entre 15 e 64 anos empregada e ótimos índices de escolaridade e desenvolvimento social.

O estudo do Irbes é um instrumento de conscientização da população e do poder público, para que haja transparência e controle dos recursos arrecadados com tributos no país, além da cobrança para que esses recursos sejam investidos em serviços essenciais de acesso universal, garantindo o desenvolvimento do Brasil em todas as áreas.

 

Impostômetro - Segundo do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), hoje, às 5h30 o painel atingiu a marca de R$ 1,3 trilhão, com 11 dias de antecedência em relação ao ano passado. O valor corresponde ao total de impostos, taxas, multas e contribuições pagos pelos brasileiros desde o primeiro dia do ano para a União, os estados e os municípios.

"Brasil tem uma carga tributária muito alta e, além disso, tem o sistema de impostos em cascata, ou seja, cobra-se imposto em cima de imposto. Temos, portanto, uma carga muito elevada para o nível de renda da população, penalizando as pessoas com renda menor, que gastam proporcionalmente mais com itens básicos", comenta Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP.

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