Colegiado da CVM aplica em Eike multa impagável

Advogado diz que empresário é uma figura que desperta muitas emoções de várias pessoas.

Acredite se Puder / 18:08 - 27 de mai de 2019

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O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários parece ter sido atacado de delírio coletivo ao condenar o empresário Eike Batista ao pagamento de duas multas, uma de R$ 440,8 milhões e outra de R$ 95,7 milhões, nesta segunda-feira, o que totaliza R$ 536 milhões, pela utilização de informação privilegiada e manipulação de preços das ações da petroleira OGX. Ficaram os dirigentes do regulador temerosos depois da manifestação popular do dia 26 de maio? Segundo o advogado Darwin Corrêa, a condenação ocorreu por conta do “clamor público, porque o Eike é uma figura que desperta muitas emoções de várias pessoas, e as pessoas não se conformam, no fundo, que a OGX não deu certo pelo risco do negócio, mas ele nunca teve a intenção de se aproveitar de nada”. O defensor vai recorrer dessa decisão, apresentando recurso em relação aos valores e prazos da pena, pois Eike foi proibido de atuar como administrador de companhia aberta ou participar do conselho fiscal de qualquer empresa nos próximos sete anos.

Engraçada a declaração do relator Henrique Machado, que as condutas de Eike violam gravemente o mercado de capitais e fulminam a confiança dos investidores. Quem acompanha a autarquia desde sua fundação sabe que, se o empresário já não estivesse complicado na ocasião do início do julgamento, as conclusões seriam bem diferentes. O processo, movido pela Superintendência de Relações com Empresas, aponta que o empresário vendeu em 2013, R$ 197,2 milhões em ações da OGX em posse de informações de que a companhia tinha problemas e teria manipulado o mercado por meio de postagens no Twitter, incentivando os investidores a manterem as ações que tinham, evitando uma desvalorização dos papéis. Eike nega que vendeu as ações para lucrar com informações privilegiadas, mas o fez para quitar obrigações contratuais com investidores estrangeiros.

 

Itaú e Bradesco recomendam Centauro

Como a SBF, dona da Centauro, resolveu fazer uma proposta para aquisição da Netshoes, atrapalhando a operação que estava praticamente certa com o Magazine Luiza, os analistas do Itaú BBA e do Bradesco BBI passaram a recomendar as ações da rede de lojas de artigos esportivos com a classificação de outperform, ou seja, desempenho acima da média do mercado. O preço-alvo estabelecido pelos técnicos do Itaú BBA é de R$ 18,50, o que representa um potencial de valorização de 59% frente o fechamento da última sexta-feira, enquanto os do Bradesco BBI estabeleceram um objetivo em R$ 16 para, com upside de 42% frente o mesmo fechamento. Além disso, outros departamentos de análise começaram a fazer a cobertura das ações da Centauro, que depois de enfrentar problemas durante anos, agora possui futuro promissor como o desenvolvimento das plataformas multicanais. Neste domingo, o Magazine Luiza comunicou ao mercado que aumentou sua proposta pela Netshoes para US$ 3 por ação.

 

Ação da Amazon chegará aos US$ 3 mil

No máximo, em três anos, ações da Amazon devem oscilar em US$ 3 mil, com possível valorização de 65%, segundo a Piper Jaffray. Na sexta, os títulos foram negociados a US$ 1.822,94, depois de alta de quase 1,5% na sessão. Desde janeiro, valorização se situa em 21,51%.

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