Advertisement

Coinvalores - IPCA registrou variação de 0,15% em dezembro.

Em 2018, o indicador ficou bem abaixo do centro da meta de inflação do BC e ligeiramente acima do previsto no último Focus.

Opinião do Analista / 11 Janeiro 2019

Bom dia.

.

IPCA fica abaixo da meta em 2018 - O índice registrou variação de 0,15% em dezembro, com a alta em alimentação e bebidas sendo parcialmente compensada pela deflação em habitação e transportes. Dessa forma, em 2018, o IPCA ficou em 3,75%, bem abaixo do centro da meta de inflação do BC (4,5%) e ligeiramente acima dos 3,69% previstos no último Boletim Focus. Cabe destacar que para 2019, a perspectiva é de mais um resultado benigno, com o IPCA em 4,01% (Focus), ainda abaixo da meta (agora de 4,25%). Sem outros indicadores previstos para hoje, a pauta política deve continuar em destaque, com as articulações para Presidência da Câmara e discussões em torno das reformas fiscais e tributárias.

.

Produção recua no Reino Unido - Em novembro, a produção industrial caiu 0,3% ante o registrado em outubro, ficando aquém das expectativas. Na comparação com novembro do ano retrasado, a queda foi ainda mais forte, a maior desde agosto de 2013.

.

Bolsas voltam ao azul com Fed e negociações comerciais - A postura mais cautelosa do Fed quanto à condução da política monetária esse ano e as expectativas quanto a visita de um representante chinês à Washington, para uma nova rodada de discussões comerciais, trazem animo aos investidores nesta manhã. Os dados econômicos mais fracos da Europa e as preocupações quanto a desaceleração econômica no gigante asiático ficam em segundo plano nesta sexta-feira e, com isso, as Bolsas asiáticas registraram nova valorização. Na Europa, o pregão também é de ganhos, já os futuros de Nova Iorque ficam mais próximos a estabilidade, com o mercado à espera da divulgação da inflação ao consumidor, CPI. Estimativas apontam que o núcleo deve continuar ligeiramente acima da meta do Fed (de 2%) em dezembro.

.

Camil (CAML3) reporta resultado do terceiro trimestre da safra 2018/19 - A companhia apresentou lucro líquido de R$ 150,3 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 109% em relação ao mesmo período de 2017/18, mas por conta de um efeito não recorrente do reconhecimento de um crédito fiscal. Sem isso, o lucro líquido atingiu R$ 71,8 milhões, ou seja, uma queda de 0,2% na mesma base de comparação. O 3T18 foi marcado pelo crescimento de volume de vendas em quase todas as categorias, exceto arroz no Brasil, ocasionado pela queda no preço, que fez com que grande parte do varejo aguardasse a estabilização de preços de mercado antes de realizar sua recomposição de estoques. Já as operações internacionais tiveram como destaque positivo o crescimento de volume, decorrente da recuperação no Uruguai, em função da retomada das vendas postergadas do ano, e da continuidade da performance positiva no Chile.

.

Alpargatas (ALPA4) vende ativo - A companhia vendeu o ativo relacionado ao seu negócio de botas profissionais à empresa M2JF Participações, pelo valor de R$ 5,1 milhões. A negociação incluiu a venda dos equipamentos e propriedade industrial, sendo que a Alpargatas manterá a produção e fornecimento de produtos por um período de até 18 meses. Desta forma, a companhia está em linha com seu plano estratégico de melhorar o mix de produtos e focar nos mais rentáveis, sendo assim, deixará de atuar no segmento.

.

BRF (BRFS3) vende mais um ativo na Argentina - A venda desta vez foi de sua controlada Campo Austral que atua na produção de alimentos à base de suínos. O valor da operação foi de US$ 35,5 milhões. A Campo Austral opera três plantas localizadas em Florencio Varela, San Andrés de Giles e Pilar, com capacidade de abate de 2.300 suínos/dia e de processamento de 2.144 toneladas/mês, incluindo produtos como embutidos e carne in natura. Com isso, a BRF conclui a venda de todos os seus ativos localizados no país, sendo que todos os valores das operações de vendas anunciadas, considerando Quickfood, Avex e Campo Austral, totalizaram US$ 145,5 milhões.

.

B3 (B3SA3) divulga forte prévia operacional - A Bolsa divulgou os dados relativos a dezembro com bom avanço em todos os segmentos, com destaque para a alta de 50,3% no volume negociado na Bovespa. Em 2018, o número de investidores ativos subiu de 640 mil para mais de 835 mil, forte alta de 30,3%. Esperamos reação positiva do mercado aos dados anunciados.

.

Prévia do 4T18 da Direcional (DIRR3) - A companhia teve volume de lançamentos em linha com o 3T18, novamente com a maior parte dos lançamentos se enquadrando nas faixas 2 e 3 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Já as vendas foram o grande destaque do trimestre, com alta de 34,1% quando olhamos para os imóveis desse segmento. Vale lembrar que no 3T18 houve a venda de estoque de média / alta renda para um FII, o que distorce a comparação do total vendido, desconsiderando esse efeito, o aumento nas vendas totais da Direcional foi de 26,0%. Esperamos reação positiva do mercado.

.

Pão de Açúcar (PCAR4) reporta prévia de vendas - A companhia apresentou aceleração de 12,1% em seu faturamento total do GPA Alimentar no 4T18, com crescimento nas vendas mesmas lojas de 6,9%, significativamente acima da inflação. Esse crescimento continua sendo puxado pelo sólido resultado do Assaí, que elevou suas vendas brutas em 23,6% no trimestre, confirmando a consistência do desempenho, com continuidade dos ganhos de volume e fluxo de clientes. No ano, o faturamento bruto do GPA totalizou R$ 53,6 bilhões, expansão de 10,7%.

.

Gol (GOLL4) revisa estimativas para os próximos anos - A companhia aérea divulgou um guidance revisado para 2018 e 2019 e anunciou um guidance para 2020. Destaque para as margens Ebitda e Ebit bem acima do estimado anteriormente. Além disso, a Gol revisou para cima a oferta de assentos nos dois anos. A receita líquida da Gol deve ter crescimento de dois dígitos nos próximos dois anos. As principais mudanças decorrem do novo patamar de preço do petróleo, da variação cambial e da antecipação da renovação da frota da companhia. Consideramos a publicação positiva e vemos potencial de alta para os papéis, hoje.

.

Embraer (EMBR3) recebe ok do governo - As joint ventures que serão formadas entre a companhia e a Boeing receberem a anuência do governo brasileiro que detém as chamadas golden shares, ações com poder de veto em questões como essa. A aprovação, no entanto, já era aguardada pelo mercado, o que pode mitigar o efeito nos papéis.

.

Prévia da Log (LOGG3) - A companhia fechou o 4T18 com 768 mil m² de ABL e vacância de 5,9% em seus galpões. A expectativa da companhia é entregar mais 130 mil m² durante 2019, sendo 68% já locados. Não esperamos uma forte reação do mercado aos números.

.

Eztec (EZTC3) lança empreendimento - O VGV do projeto Le Jardin Ibirapuera é de 71,6 milhões, divididos em 24 unidades entre 163m² e 316 m². É o primeiro projeto lançado em 2019 pela companhia, que tem 100% do empreendimento. Entrega prevista para agosto de 2021.

.

Eternit (ETER3) interrompe comercialização de fibra de amianto no Brasil - A companhia informou que a Sama (mineradora controlada pela Eternit) deixou de comercializar as fibras de amianto no mercado nacional, mas continuará suas operações, direcionando sua produção exclusivamente para o mercado externo, atendendo clientes em países onde o produto é permitido, tais como EUA, Índia, Indonésia e Malásia. Vale lembrar, que a Eternit já havia deixado de utilizar o amianto como matéria-prima na produção de telhas. A produção de telhas em suas fábricas se dá exclusivamente com a adição de fibras sintéticas.

.

Bons negócios!