CNI condena a relação entre queimadas e produtos brasileiros

Segundo a instituição, a indústria brasileira está totalmente comprometida com a sustentabilidade ambiental.

Negócios Internacionais / 17:16 - 2 de set de 2019

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) repudia a decisão de importadores de suspender a compra de couro brasileiro. A entidade considera injustas e equivocadas as tentativas de se vincular a exportação de produtos industriais brasileiros às queimadas na Amazônia. Para a CNI, este e outros fatos recentes – como o questionamento de empresários chineses sobre a sustentabilidade dos produtos brasileiros e a ameça de alguns líderes europeus de dificultar a aprovação do Acordo Mercosul-União Europeia – demonstram no mínimo desinformação sobre a responsabilidade ambiental da indústria brasileira.

A Amazônia é um patrimônio de fundamental importância para o Brasil, sobretudo pela sua megadiversidade biológica, que abriga 20% do total de espécies de plantas e animais do planeta. Trata-se de uma riqueza potencial para ser desenvolvida e a indústria nacional é uma das principais interessadas no seu uso sustentável”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. O presidente da CNI ressalta que a indústria brasileira está totalmente comprometida com a sustentabilidade ambiental, que vai desde o uso racional de recursos naturais e a redução de resíduos sólidos até o controle das emissões de gases de efeito estufa.

Atualmente, o Brasil é responsável por 2% das emissões globais de CO2, ocupando a sexta posição entre os países signatários do Acordo de Paris. Esse tratado, assinado por 195 países, prevê a redução da emissão de gases de efeito estufa como uma resposta global à ameaça da mudança do clima. Em primeiro lugar aparece a China, com 26% das emissões, seguida dos Estados Unidos, com 14%, e da União Europeia, com quase 10%. O último relatório da ONU Meio Ambiente, Emission Gap Report 2018, mostra que o Brasil, juntamente com China e Japão, são os países que estão no caminho para cumprir as metas do Acordo. O Brasil se comprometeu a reduzir em 37% suas emissões até 2025.

Nos últimos 15 anos, o Brasil investiu US$ 32 bilhões em projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa, o que resultou na redução de emissões de 124 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Segundo Robson Andrade, deste total, 47% ocorreram devido a projetos realizados pela indústria brasileira. Além disso, no Brasil, as energias renováveis compõem 80% da matriz elétrica brasileira, um valor quase quatro vezes maior do que os países integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), atualmente em 23%. “Ressalte-se ainda que, nos últimos três acordos de comércio assinados pelo Brasil – o bilateral com o Chile, o Mercosul-União Europeia, e o Mercosul-EFTA – a indústria brasileira assumiu compromissos ambiciosos no capítulo de desenvolvimento sustentável”, acrescenta o presidente da CNI.

 

Mapa informa oportunidades de negócio

A Apex-Brasil lançou nova versão do Mapa Estratégico de Mercados e Oportunidades Comerciais para as Exportações Brasileiras. Criada em 2015, essa ferramenta habilita o usuário a consultar as exportações e oportunidades por país-alvo. A grande inovação de 2019 é a pesquisa por produto, por meio da consulta pelo código de exportação (SH6) ou por palavra-chave. “Essa ferramenta é um ponto de partida para o atendimento de empresas. Com a nova versão, basicamente, nenhuma empresa exportadora de bens ficará sem informações de mercado. O atendimento será rápido, georreferenciado e automatizado pela Apex-Brasil” explica Igor Celeste.

A nova metodologia, desenvolvida 100% pela Apex-Brasil, foca na análise por produtos. Ela cruza dados de competitividade do Brasil e de demanda dos mercados internacionais para identificar novas oportunidades para as exportações brasileiras e para avaliar o posicionamento estratégico por mercados de produtos já exportados. Essa plataforma possibilita ainda a identificação de novas oportunidades de internacionalização de empresas brasileiras, dependendo do produto, do setor e do país. Destacam-se também informações sobre os mercados, como: volume de importações, participação do Brasil e do principal concorrente no mercado em referência.

Para acessar o mapa: portal.apexbrasil.com.br/mapa-de-oportunidades

 

Indonésia libera importação de carnes brasileiras

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou a abertura do mercado de carnes brasileiras para a Indonésia. Segundo a ministra, serão dez plantas habilitadas para a exportação de pelo menos 25 mil toneladas de carne bovina. “Hoje recebemos a boa notícia dessa conquista. Dez plantas frigoríficas brasileiras estarão prontas para essa exportação. Isso é bom para o nosso PIB, é bom para o nosso produtor rural, que tenha mais gente comprando carne para exportar, é bom para os nossos frigoríficos que podem continuar gerando emprego”, comemorou a ministra.

Em maio, a ministra esteve reunida com o ministro da Agricultura da Indonésia, Amran Sulaiman, para discutir a abertura do mercado de carnes brasileiras para o país asiático. Durante o encontro, a ministra destacou que o Brasil tem condições de suprir a demanda por proteína animal dos indonésios, principalmente de carne bovina, sendo um fornecedor alternativo e com preços mais baratos em relação à carne da Austrália, de onde vem a maior parte da carne consumida no país.

 

Setor de máquinas e equipamentos cresce 2,4%

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos recuou 5,2% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas teve crescimento de 2,4% na comparação com junho deste ano, totalizando R$ 6,953 milhões de receita líquida total. A informação foi divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Segundo a Abimaq, o crescimento acumulado neste ano encolheu mais um pouco, caindo de 3,9%, observado no encerramento do semestre para 2,4% até o mês de julho. De acordo com a instituição, o baixo crescimento em julho é influenciado principalmente pelo mercado doméstico, que encolheu tanto em relação ao mês anterior (9,8%) quanto sobre o mesmo mês de 2018 (-17,2%). No acumulado entre janeiro e julho, porém, o setor cresceu 5,8%.

A balança comercial do setor teve saldo negativo de US$ 828,69 milhões em julho, o que representou recuo de 15,9% em comparação ao mesmo mês do ano passado, mas as exportações cresceram, atingindo US$ 846,24 milhões, incremento de 24,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Por coincidência, também houve aumento de 24,1% em relação a junho. As importações também cresceram em julho, 11,1% em relação a junho e 19,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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