CNI apresenta 110 propostas para fortalecer comércio exterior

'Um país mais integrado ao mundo produz, inova e gera mais empregos', afirma diretor da entidade.

Negócios Internacionais / 17:12 - 25 de mar de 2019

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um conjunto de 110 propostas para os ministérios da Economia (ME) e das Relações Exteriores (MRE) para fortalecer o comércio exterior brasileiro e criar uma cultura pró-exportação. O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, lembra que apesar de o Brasil ser a nona maior economia do mundo, é apenas o 26º maior exportador e o 29º maior importador. “Um país mais integrado ao mundo produz, inova e gera mais empregos. A retomada sustentada do crescimento econômico e o aumento da competitividade da indústria requerem maior e melhor inserção do Brasil no mercado internacional”, explica do diretor da CNI.

Para tanto, é necessário identificar, com precisão, tanto as mudanças na política comercial brasileira que melhorem o ambiente de negócios, quanto os serviços pedidos pela indústria para sua internacionalização. Dessa forma, a Agenda Internacional da Indústria 2019 apresenta sugestões de políticas públicas para reduzir os custos e aumentar a produtividade.

O documento contempla ações em áreas de política comercial que vão desde os acordos comerciais e investimentos, passando pela tributação e financiamento, até a facilitação do comércio. Além disso, também trata de serviços de apoio à internacionalização. “Somente com esse olhar completo, o comércio exterior deixará de ser apenas uma válvula de escape para episódios de crise no mercado doméstico. E esse olhar completo fará com que o comércio exterior seja, de fato, parte essencial da estratégia para tornarmos o Brasil um país mais produtivo, competitivo e desenvolvido”, afirma Abjiaodi.

 

Exportação do agronegócio cresce 15,6%

As exportações do complexo soja (grãos, farelo e óleo) suplantaram pela primeira vez a barreira dos US$ 2 bilhões para o mês de fevereiro, registrando US$ 2,58 bilhões. O grande destaque foi a venda de soja em grão, com 6,1 milhões de toneladas. Com esse recorde na quantidade exportada (+112,7%), mesmo com a queda de 5,1% no preço médio, o valor da soja foi recorde no mês, atingindo US$ 2,21 bilhões (+101,8%).

Esse desempenho contribuiu para que as exportações do agronegócio crescessem de US$ 6,27 bilhões para US$ 7,25 bilhões no mês passado. O incremento das exportações em 15,6% ocorreu, especialmente, devido à elevação de 20,8% no índice de quantum das exportações. As importações também aumentaram, passando de US$ 1,08 bilhão para US$ 1,20 bilhão em fevereiro deste ano (+10,4%).

A participação do agronegócio nas exportações totais do Brasil em fevereiro atingiu 44,5%, de acordo com dados da Balança Comercial do Agronegócio, elaborados pela Secretaria Comercial e Relações Internacionais, foi feita nesta segunda-feira (18

 

Exportação de café aos árabes aumenta 40%

O Brasil exportou 281,6 mil sacas de 60 quilos de café aos países árabes no primeiro bimestre, um aumento de 40% sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Os embarques renderam US$ 33,7 milhões, um crescimento de 8% na mesma comparação.

É importante considerar que temos maior oferta, qualidade e diferenciação de nosso produto que, ao longo dos últimos anos, vem despertando maior interesse dos países árabes”, informou o Cecafé por e-mail à ANBA em comentário ao desempenho. A entidade destacou o forte crescimento das importações da Síria (123,5%), além das compras do Marrocos, Omã, Líbia, Egito, Kuwait, Jordânia, Arábia Saudita, Líbano e Emirados Árabes Unidos.

As vendas ao mundo árabe seguiram a tendência das exportações brasileiras de café como um todo. Em janeiro e fevereiro, os embarques totais avançaram 31,5% em relação aos dois primeiros meses de 2018, para 6,88 milhões de sacas. As receitas aumentaram 8% na mesma comparação, para US$ 911 milhões. O preço médio da saca, por sua vez, recuou 18%.

 

Vendas externas de calçados registram crescimento

O segundo mês do ano manteve o crescimento nas exportações de calçados. No mês passado, conforme levantamento elaborado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), foram embarcados 11 milhões de pares que geraram US$ 84,4 milhões, incrementos de 17,4% em volume e de 8,8% em receita no comparativo com igual mês de 2018. Com isso, no acumulado do ano, somam comercializados no exterior 26 milhões de pares por US$ 183,7 milhões, altas tanto em volume (26%) quanto em dólares (16%).

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destaca que o resultado positivo tem sido puxado, sobretudo, pelo incremento das vendas aos Estados Unidos. “Como forma de precaução frente a possíveis entraves que possam ser provocados pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, o importador daquele país vem diversificando suas fontes de fornecimento de calçados. Com isso, ganhamos espaço”, avalia o executivo, ressaltando que em fevereiro os embarques para lá cresceram 66% na relação com o mesmo mês de 2018.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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