CNC projeta alta de 1,9% nas vendas para o Dia dos Namorados

Estudo da confederação aponta vestuário como o segmento mais procurado; em serviços, Ibre aponta teatro e shows.

Conjuntura / 15:01 - 6 de jun de 2019

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O volume de vendas do comércio varejista para o próximo Dia dos Namorados deverá registrar alta de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação. Confirmada essa expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o resultado das vendas registrará a terceira alta consecutiva após amargar perdas durante a recessão econômica (-1,1% em 2015 e -4,9% em 2016, respectivamente).

O Dia dos Namorados é considerado a sexta data comemorativa mais importante do calendário varejista brasileiro, devendo movimentar, neste ano, R$ 1,64 bilhão.

Carro-chefe das vendas associadas à data, o segmento de vestuário e acessórios deverá registrar alta de 3,1% em relação à mesma data do ano passado. Esse ramo deverá movimentar R$ 611,0 milhões, ou seja, o equivalente a 37,4% da movimentação financeira total esperada. Na sequência, o segmento de hiper e supermercados tem expectativa de movimentação financeira de R$ 553,1 milhões (+1,8% em relação a 2018), e artigos de uso pessoal e doméstico, como eletroeletrônicos, podem faturar R$ 243,4 milhões (+2,2%, também na comparação anual).

Para a CNC, o varejo deverá continuar investindo em liquidações, oferecendo linhas de produtos a preços menores do que no mesmo período do ano passado, especialmente nos ramos de vestuário e cosméticos, tais como roupas femininas (-3,0%), tênis (-2,6%), artigos de maquiagem (-2,6%) e bolsas (-2,4%). Em contrapartida, os preços de serviços como excursões (+16,4%) estarão significativamente mais altos do que no mesmo período de 2018.

"Se por um lado o comportamento dos preços deverá garantir o terceiro crescimento anual consecutivo no faturamento real do varejo com a data, as condições de crédito, certamente, impedirão um avanço mais significativo das vendas", aponta Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação.

Já segundo o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), a data este ano vai pesar menos no bolso dos casais. A inflação calculada pelo instituto ficou em 2,35%, entre junho de 2018 e maio de 2019, ficando abaixo da inflação registrada pelo IPC-10/FGV para o mesmo período (5,06%).

O levantamento feito pelo pesquisador Igor Lino, e pelo coordenador do IPC, André Braz, ambos do do Ibre, levou em consideração produtos e serviços mais consumidos na data.

Os serviços mais demandados na programação dos casais, teatros (-14,92%) e show musical (-2,81%), registraram queda em seus preços. No entanto, cinema (6,83%), bares e lanchonetes (4,01%), restaurantes (3,31%) e hotel/motel (3,04%) subiram mais que a inflação média do Dia dos Namorados (2,35%).

"Os preços estão convidativos, mas a economia está fraca. Poucas oportunidades de emprego tendem a diminuir o consumo. Usar a criatividade e gastar com moderação é uma boa estratégia para celebrar o dia dos Namorados", pontuou André Braz.

Outra boa notícia está nos preços dos presentes. Em média, o aumento foi de 1,22%, abaixo da inflação medida pelo IPC-10/FGV. Dentre as opções de presentes estão: calçados femininos (-1,02%), perfume (-0,99%), relógio (-0,73%), calçados masculinos (-0,26%) e aparelho de dvd e blu-ray (-0,23%), que tiveram queda em seus preços. Ainda nesse segmento, a maior alta foi registrada nos preços de cinto e bolsa, 7,39%.

"Evitar parcelamentos é uma boa estratégia para manter o orçamento no azul. Compras à vista de presentes que cabem no orçamento são indicados", ponderou o economista.

 

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