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China reage a Trump e aumenta tarifas sobre produtos dos EUA

Medida, que deve entrar em vigor em 1º.06, aumenta de 5% para 25% as tarifas sobre mais de 5 mil produtos que vão de baterias a espinafre.

Internacional / 12:29 - 14 de Mai de 2019

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Em resposta à mais recente taxação sobre produtos chineses anunciada pelos EUA, a China afirmou ontem que vai aumentar de 5% para 25% as tarifas sobre mais de 5 mil produtos americanos com valor equivalente a US$ 60 bilhões e que vão de baterias a espinafre e café.

A medida, que deve entrar em vigor em 1º de junho, agrava a guerra comercial entre os dois países. Uma tarifa adicional de 25% será imposta sobre mais de 2.400 produtos, incluindo gás natural liquefeito, e outra de 20% sobre cerca de mil produtos, afirmou o Ministério das Finanças chinês.

"O ajuste feito pela China em tarifas adicionais é um a resposta ao unilateralismo e protecionismo dos EUA. A China espera que os EUA voltem para o caminho correto do comércio bilateral", disse o ministério.

O porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Geng Shuang, afirmou que "a China jamais se renderá a pressão externa".

Na última sexta-feira, o presidente americano, Donald Trump, elevou para 25% as taxas alfandegárias sobre o equivalente a US$ 200 bilhões de bens importados da China, atingindo mais de 5 mil itens. Trump argumentou que Pequim recuou em relação a compromissos alcançados em meses de negociações.

O presidente americano alertou via Twitter https://twitter.com/realdonaldtrump seu homólogo chinês, Xi Jinping, de que a China "será fortemente ferida" se não aceitar um novo acordo comercial. Pequim tinha "um grande acordo, quase completo e recuou", escreveu. "A China não deveria retaliar ou só ficará pior."

O presidente insistiu que as tarifas impostas pelos EUA a milhares de produtos chineses não prejudicam os consumidores americanos. O assessor econômico da Casa Branca Larry Kudlow contradisse o presidente ao afirmar que tanto consumidores quanto empresas dos EUA arcam com as tarifas. "Ambos os lados vão pagar", disse à emissora Fox News.

Na última sexta-feira, o governo chinês já havia prometido adotar "contramedidas necessárias" em resposta à escalada do conflito comercial provocada por Trump. O cenário de incerteza provocou queda em ações mundo afora nesta segunda.

As novas tarifas devem prejudicar exportadores de ambos os países, assim como empresas europeias e asiáticas que comercializam produtos entre os EUA e a China ou fornecem componente e matérias-primas para que os bens sejam fabricados.

 

Reunião com Putin em encontro do G-20 - Nesta segunda-feira, Trump disse que se reunirá com seu colega russo Vladimir Putin na cúpula do G-20 em junho.

"Eu me encontrarei com o presidente Putin", disse Trump aos repórteres na Casa Branca durante sua reunião com o primeiro-ministro húngaro visitante Viktor Orban.

O anúncio da reunião na cúpula do G-20, que será realizada em Osaka, Japão, no final de junho, foi feito porque os dois países ainda estão em desacordo sobre questões como controle de armas, Venezuela, Ucrânia e Irã.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, deverá se reunir com Putin e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na cidade russa de Sochi, na terça-feira, depois de saltar uma escala em Moscou para reuniões com funcionários europeus e da Otan em Bruxelas sobre o Irã.

Pompeo vai discutir "a gama completa de desafios bilaterais e multilaterais" com Putin e Lavrov, disse o Departamento de Estado dos EUA na semana passada.

No início de maio, Trump falou por telefone com Putin por mais de uma hora, uma conversa que Trump tocou mais tarde em um tuíte como "muito produtivo". Trump cancelou uma reunião formal com Putin em Buenos Aires em dezembro do ano passado, citando tensões crescentes entre Rússia e Ucrânia.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Deutsche Welle; e da Xinhua

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