China quer aumentar importação de produtos brasileiros

Negócios Internacionais / 04 Dezembro 2017

A China assinou acordo de cooperação para aumentar a importação de produtos brasileiros. O compromisso foi firmado entre o Conselho Chinês de Promoção do Comércio Internacional (CCPIT) e o Grupo de Líderes Empresariais (Lide) durante o seminário Brasil-China, que reuniu 400 empresários de ambos os países na capital paulista. De acordo com o vice-presidente do Conselho Chinês de Promoção do Comércio Internacional, Chen Zhou, a China quer descobrir novas potencialidades de comércio com o Brasil, além dos principais produtos enviados atualmente, como soja, petróleo e minérios. “Os produtos brasileiros são muito bem-vindos, queremos explorar novas áreas de cooperação no comércio”. A cooperação chinesa incluiria também parceria na cadeia produtiva, com objetivo de reduzir o custo de logística que hoje significa grande entrave para o desenvolvimento industrial e do agronegócio brasileiro. Outra medida é a ampliação de seminários para facilitar a troca de experiências entre os empresários dos dois países.

Segundo Zhou, nos últimos quatro anos, o crescimento da China foi aproximadamente 7% e há previsão de crescimento estável semelhante nos próximos anos. Atualmente, a China tem 200 empresas com investimentos em território brasileiro. “No Brasil, temos uma série de setores onde podemos trabalhar juntos, com parceira estratégica entre os dois países”. A cônsul-geral da China no Brasil, Chen Peijie, estima que, nos três primeiros trimestres deste ano, o investimento chinês no Brasil foi US$ 63,5 bilhões, crescimento de 28,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No âmbito estadual, as exportações da China para São Paulo somaram US$ 8,5 bilhões em dez anos, crescimento de 85% na década. As importações da China de produtos produzidos em São Paulo aumentaram 400% em dez anos, totalizando US$ 4 bilhões.

 

Exportações apenas pelo Portal Único

Exportadores de todo o Brasil terão até o dia 2 de julho do ano que vem para migrar completamente suas operações para o Novo Processo de Exportações do Portal Único de Comércio Exterior. A decisão foi tomada pela Comissão Gestora do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), durante reunião realizada na última quarta-feira (29). A medida foi fundamentada no compromisso assumido pelo governo federal de trabalhar em prol da facilitação do comércio e da previsibilidade e reflete ainda a necessidade de se conferir maior racionalidade aos gastos públicos.

Também a partir de 2 de julho de 2018, serão interrompidos os novos registros nos módulos Novoex, DE-Hod e DE Web, sistemas atualmente utilizados para a realização de exportações. Entretanto, esses módulos permanecerão disponíveis para consultas e retificações dos registros previamente efetuados. Até que o desligamento dos referidos módulos ocorra, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Receita Federal do Brasil (RFB) intensificarão as ações de divulgação e capacitação dos operadores de comércio exterior para garantir que a transição entre os sistemas aconteça de maneira segura e previsível. A data limite para a migração das operações de importação ainda será oportunamente definida e divulgada.

Dentre as facilidades disponibilizadas pelo Novo Processo de Exportações aos operadores de comércio exterior estão a substituição de três documentos processados nos sistemas antigos – o Registro de Exportação (RE), a Declaração de Exportação (DE) e a Declaração Simplificada de Exportação (DSE) – pela Declaração Única de Exportação (DUE), a integração da DUE com a Nota Fiscal Eletrônica (Nfe), a melhor rastreabilidade e controle das operações, a redução de pelo menos 60% no número de informações prestadas e o paralelismo dos fluxos processuais.

 

Brasil e Irã vão aumentar parceria comercial

Na primeira reunião do Comitê Consultivo Agrícola Brasil-Irã, em Brasília, na semana passada, as partes avançaram nas negociações para assinatura de dois memorandos de entendimento. O primeiro, na área vegetal. O segundo, na cooperação em pesquisas agropecuárias. O Irã é o quinto maior parceiro comercial do agronegócio brasileiro. “Trabalhamos para facilitar os negócios entre os dois países”, disse Odilson Ribeiro e Silva, secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “Esperamos que, em breve, o resultado dessa reunião se reflita no comércio Brasil-Irã. Vamos precisar discutir ainda alguns temas para finalizar a assinatura.”

Presidida pelo vice-ministro da Agricultura, Mohammad Ali Javadi, a delegação iraniana é composta por 9 técnicos. Na pauta da primeira reunião do Comitê foram discutidos procedimentos para exportação de carne bovina, exportação de gado vivo e material genético bovino e avícola.

 

Delegação egípcia no Brasil para rodada de negócios

Uma delegação governamental e empresarial egípcia estará em São Paulo nos dias 07 e 08 de dezembro para promover um seminário sobre o acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Egito, que entrou em vigor em setembro, e para participar de rodada de negócios com empresas brasileiras. O chefe do Escritório Comercial do Egito em São Paulo, Mohamed Elkhatib, disse à ANBA que o grupo será composto por cinco representantes do governo, entre eles o diretor do Serviço Comercial Egípcio (ECS, na sigla em inglês), órgão do Ministério da Indústria e Comércio, Ahmed Antar, e a diretora da Agência de Desenvolvimento de Exportações do país (EDA, na sigla em inglês), Sherine El Shorbagy.

Mais informações: www.anba.com.br

 

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