China e Alemanha sinalizam recessão global

A taxa dos papéis de 2 anos já esteve acima da rendibilidade que os investidores exigem para comprar as obrigações de 10 anos.

Acredite se Puder / 18:56 - 15 de ago de 2019

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O medo de uma recessão a nível global foi agravado com a divulgação do fraco desempenho das economias chinesa e alemã. Por causa disso, os juros das obrigações soberanas sofreram substanciais reduções. A diferença entre a yield dos títulos de dívida norte-americana de 2 e 10 anos passou para terreno negativo pela primeira vez desde a crise financeira de 2007. O mesmo aconteceu com a do Reino Unido. Aliás, a curva das yields invertida indica que os investidores dão maior importância aos sinais sobre recessão. Nos dois países a taxa dos papéis de 2 anos já esteve acima da rendibilidade que os investidores exigem para comprar as obrigações de 10 anos. Isso significa que preferem emprestar a um prazo mais longo por temerem o que acontecerá no curto prazo.

 

Oi acha que vende Unitel neste ano

A Oi está “bastante confiante” na venda da participação de 25% que detém na angolana Unitel e acredita que a transação será concretizada até o final deste ano, conforme a informação prestada na conference call sobre os resultados do segundo trimestre, divulgados na última quarta-feira. Essa pergunta foi feita, pois circulam as notícias que a operadora brasileira recebeu duas propostas para a aquisição dessas ações, uma de Isabel dos Santos e a outra da Sonangol, duas acionistas da Sonangol.

Como a confiança nos angolanos não é tão grande, a Oi revelou ter u, plano B para o caso de não se concretizar a venda, mas não deu detalhes. Se desfazer dos ativos não estratégicos é uma das medidas que consta do atual plano estratégico da companhia, com o qual espera obter de R$ 6,5 bilhões a R$ 7,5 bilhões com a venda de torres, um data center, a posição na Unitel, imóveis e outros ativos. Não houve nenhuma referência sobre a Oi Futuro.

Após o anúncio de prejuízo de R$ 1,5 bilhão, as ações preferenciais da empresa caíram mais de 15%, retornando para o nível de R$ 1,39.

 

Barril do petróleo continua em queda

Os preços do barril de petróleo continuam caindo. Nesta quinta-feira, o motivo foi o aumento das reservas norte-americanas, o que contribui para aumentar os receios sobre o excesso de oferta. A ameaça da Arábia Saudita de manter as cotações agora parece ter sido ignorada, por causa dos receios de uma recessão económica global. Em Londres, o barril do Brent foi negociado a US$ 58,26, com perda de 2,03% e, em Nova York, o West Texas Intermediate oscilou ao redor de US$ 54,56, com baixa de 1,21%.

 

Ouro se mantém acima dos US$ 1,5 mil

Beneficiada pela atual conjuntura, a cotação do ouro retornou aos níveis máximos de 2013, ultrapassando o nível de US$ 1,5 mil a onça-troy. Na quinta-feira, subiu mais 0,25% para US$ 1.520,41.

 

Economistas apostam em 47% de chances

Economistas consultados pela Reuters consideram que há 45% de possibilidade de os EUA entrarem em recessão em dois anos. Esta é a maior probabilidade admitida desde maio de 2018. E 70% dos técnicos consideram que os últimos acontecimentos tornaram a recessão mais provável.

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