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China concorda em reduzir tarifas de automóveis

Ações das montadoras instaladas nos Estados Unidos tiveram forte valorização

Acredite se puder / 11 Dezembro 2018 - 18:10

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A proposta submetida pela Casa Branca ao governo chinês pede uma redução das tarifas sobre os automóveis provenientes dos Estados Unidos, de 40% para 15%. A expectativa sobre o recuo dos chineses se baseia no encontro do secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, e o vice-primeiro-ministro chinês Liu He durante a reunião do G20, na Argentina. As ações das fabricantes automóveis norte-americanas estiveram procuradas, e a Tesla subiu 1,21%, a Ford valorizou 2,70%, e a Daimler AG teve alta de 3,23%.

 

Mais um chinês com problema na SEC

Lai Guanglin, CEO da Agria Corporation, empresa agrícola multinacional com sede na China, trocou a empresa operacional por direitos sobre o estoque e o uso de 13,5 mil acres de terra não desenvolvida em uma área montanhosa da província de Shanxi. Acontece que a Securities and Exchange Commission constatou que o presidente-executivo elevou em US$ 17 milhões o valor das ações que recebeu e atribuiu um valor de quase US$ 60 milhões aos direitos de uso da terra efetivamente inúteis. E também descobriu que, em março de 2013, Lai usou contas de corretagem para se envolver em negociações manipulativas dos American Depository Shares da Agria para inflacionar seu preço acima de US$ 1 e impedir que os títulos fossem excluídos pela New York Stock Exchange.

O chinês reconheceu que apresentou contabilidade fraudulenta da Agria para ocultar dos investidores a perda significativa que sofreu quando desinvestiu sua principal operação na China, e inflou artificialmente o preço das ações para manter a listagem na Nyse. Por causa disso, concordou em pagar multa de US$ 400 mil, enquanto a empresa desembolsará US$ 3 milhões. Além disso, Lai fica impedido por um período de cinco anos de atuar como diretor ou diretor de qualquer empresa de capital aberto.

 

Lesados por Madoff já recuperaram 70%

Na terça-feira, 11 de dezembro, Bernard Madoff completou dez anos de prisão, faltando ainda 140 anos para terminar a pena pela maior fraude financeira nos Estados Unidos e que atingiu a US$ 65 bilhões. Os investidores lesados já recuperaram e receberam cerca de 70% do que foi efetivamente aplicado. Dos US$ 65 bilhões que o banco de investimento Bernard L. Madoff afirmava administrar, e que e se encontravam declarados no balanço, só US$ 19 bilhões foram comprovadamente captados por diversos clientes.

Os responsáveis pela apuração das perdas reais são os mesmos que cuidaram da recuperação com sucesso dos recursos nos últimos dez anos. Depois de definida a verdadeira quantia, a equipe liderada por Irving H. Picard começou a buscar a identificação de quem possuía investimentos e se tinha conseguido retirar parte, o que resultou na recuperação de 70% dos fundos, ou US$ 13,3 bilhões. Agora, seus participantes estabeleceram como meta a recuperação de mais US$ 4 bilhões, elevando as restituições para 90%. E 2008, quando foi iniciado o processo, o ponto de partida foi US$ 650 milhões, valor que constituía o patrimônio das empresas de Madoff.

Há duas semanas, num comunicado enviado aos jornais, Picard explicou que “na estrutura piramidal criada por Madoff, o valor dos investimentos era fictício. Por isso, decidiu-se que as reclamações se basearam nos depósitos efetivamente realizados, descontando os pagamentos realizados em dinheiro”, numa metodologia aprovada pelo tribunal.

 

Chocolate bitcoin?

A indústria de chocolates Roma Eireli, do município paranaense de Toledo, solicitou o registro de um símbolo monetário em dourado junto à marca bitcoin. O catálogo da Chocolates Roma mostra a linha de produto moedas de chocolate ao leite com desenhos similares às moedas de R$ 1. A fabricante de chocolates foi a única a entrar com processo de pedido neste ano. Em 2013, oito requerimentos foram solicitados ao INPI.

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