China acabará com cota de investimentos para investidores estrangeiros

A demanda de investidores estrangeiros no mercado financeiro chinês vem crescendo;

Mercado Financeiro / 22:52 - 11 de set de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Com o objetivo de impulsionar reformas e abertura do setor financeiro, o regulador de divisas da China anunciou que abolirá as restrições de cota de investimento para Investidores Institucionais Estrangeiros Qualificados (QFII, em inglês) e Investidores Institucionais Estrangeiros Qualificados denominados em RMB (RQFII, em inglês). Os dois programas têm sido de grande importância na abertura do mercado financeiro da China, de acordo com a AED.

Conforme a agência Xinhua, desde a implementação do programa QFII em 2002 e do programa RQFII em 2011, mais de 400 investidores institucionais de 31 países e regiões investiram no mercado financeiro da China desta maneira.

No futuro, os investidores institucionais estrangeiros com qualificações correspondentes precisarão apenas passar pelo procedimento de registro para remeterem fundos de forma independente para investimentos em títulos. Será mais fácil e conveniente para os investidores estrangeiros participarem do mercado financeiro chinês, e os mercados de títulos e ações da China serão melhor aceitos pelo mercado global, acredita a administração.

Esta é uma grande reforma que visa aprofundar a reforma e a abertura do mercado financeiro, servir a um novo padrão de abertura abrangente e atender às necessidades de investimento no mercado financeiro chinês pelos investidores estrangeiros”, disse Wang Chunying, economista-chefe da AED.

A demanda de investimentos de investidores estrangeiros no mercado financeiro chinês vem crescendo, com ações e títulos da China sendo incluídos nos principais índices internacionais, como o MSCI, FTSE Russell, S&P Dow Jones e Bloomberg Barclays, e seu peso está aumentando constantemente, destaca Wang.

A AED promete que continuará aprofundando a reforma da administração de divisas, expandindo a abertura, apoiando investidores estrangeiros a investirem nos mercados financeiros domésticos e facilitando o investimento e o financiamento transfronteiriços.

Enquanto isso, a administração se adaptará à abertura, se protegerá contra o risco de fluxos de capitais transfronteiriços e salvaguardará a segurança econômica e financeira do país.

Como um passo importante para impulsionar a abertura financeira da China, a reforma pode facilitar o investimento global no mercado chinês em RMB, ampliar os canais para o uso de RMB no exterior e tornar o mercado chinês mais atraente para investidores estrangeiros, avalia Wu Wen, analista do Banco de Comunicações.

A reforma tornará mais fácil para os investidores estrangeiros aplicarem no mercado financeiro chinês, demonstrando a firme determinação da China para abrir ainda mais seu mercado financeiro, ressalta Liao Yijian, presidente e CEO do HSBC Bank (China).

Uma série de intensas medidas de abertura financeira foi implementada e o ritmo de instituições financeiras e investidores estrangeiros entrando no mercado chinês nunca foi tão ativo, aponta Liao.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor