Chilenos voltam às ruas contra pacote repressivo de Piñera

Piñera convocou o Conselho de Segurança Nacional (Cosena) e anunciou uma “agenda de segurança”, endurecendo a repressão.

Internacional / 23:42 - 8 de nov de 2019

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Milhares de pessoas voltaram a ocupar as principais ruas de Santiago nesta sexta-feira. Desta vez, o ato foi em repúdio às medidas de combate à violência apresentadas pelo presidente do Chile, Sebastián Piñera, especialmente contra vandalismo e depredação pública.
Desde cedo, estudantes caminhavam no centro de Santiago, rumo à Praça Itália, onde mais de 1,2 milhão de pessoas protestaram no 25 de outubro, em manifestação que ficou conhecida como “A Maior Marcha do Chile”. 
Ao mesmo tempo, caminhoneiros ocuparam vias da cidade e protestaram contra os altos custos de pedágio, além de reivindicar perdão de dívidas contraídas ao deixarem de pagar as tarifas de circulação.
Na véspera, Piñera convocou o Conselho de Segurança Nacional (Cosena) e anunciou uma “agenda de segurança”. O anúncio, feito no Palácio de La Moneda, desagradou políticos e gerou críticas.
O presidente comunicou um pacote com dez medidas para “melhorar e resguardar a ordem pública”. Entre elas, um projeto de lei “anti-roubos”, que endurece as sanções contra os crimes de roubo cometidos em manifestações ou situações de calamidade pública ou de alterações da ordem pública. Outra medida é uma lei para punir com mais rigor o delito de desordens públicas.
 

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