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Chanceleres do Mercosul se reúnem para discutir acordo com UE

Reunião servirá para analisar declaração de Macron, que condicionou possível acordo do Mercosul com a UE ao compromisso do Brasil com o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas

Internacional / 06 Dezembro 2018

Os ministros das Relações Exteriores da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai (pois a Venezuela está momentaneamente suspensa) se reunirão nesta quinta em Brasília para discutir as negociações sobre um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. No encontro se analisará o resultado da última rodada de negociações entre ambas as partes, realizada entre 12 e 20 de novembro em Bruxelas, na qual, apesar dos esforços para acelerar as conversações que se arrastam há mais de duas décadas, não houve avanços.

A reunião em Brasília servirá também para analisar a declaração do presidente da França, Emmanuel Macron, que, na recente reunião do G20 em Buenos Aires, condicionou um possível acordo entre o Mercosul e a União Europeia ao compromisso do Brasil com o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas.

O presidenciável eleito Jair Bolsonaro semeou dúvidas sobre a posição de seu governo, que se iniciará em 1º de janeiro, a respeito do tema.

Macron afirmou que a França não será favorável à assinatura de "acordos comerciais amplos" com países que se opõem ao Acordo de Paris.

Iniciadas em meados da década de 1990, as negociações entre o Mercosul e a UE ficaram interrompidas entre 2004 e 2010 devido à resistência de ambas as partes de fazer mais concessões, no plano agrícola do lado europeu e no setor industrial do lado sul-americano.

Retomadas em 2012 com respectivas ofertas, as negociações voltaram a ter um impasse no início de 2014, mas ganharam um novo impulso no ano passado.

O Mercosul e a UE negociam desde 1999 um amplo acordo de associação, incluindo o tratado de livre-comércio, embora as negociações tenham ficado completamente estagnadas entre 2004 e 2010 e só tenham sido retomadas em 2016.

Há divergências em pontos referentes à indústria automobilística e ao acesso aos mercados de produtos como a carne bovina, o açúcar e os produtos lácteos.

 

Com informações da Agência Xinhua e da Agência Brasil