Cerca de 25 mil vagas temporárias vão surgir no Rio até fim do ano

Contratação será a melhor da década, diz Fecomércio; maior parte deve ocorrer até novembro.

Conjuntura / 11:13 - 21 de out de 2019

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Levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises do Rio de Janeiro (IFec-RJ) revelou dados sobre a perspectiva de contratação de temporários para o fim do ano, período mais aguardado pelos empresários do comércio. Segundo resultado do estudo, aproximadamente 43,3 mil estabelecimentos fluminenses pretendem realizar ou já realizaram contratações provisórias para a alta temporada. Com isso, entre os meses de setembro e dezembro, cerca de 25 mil vagas serão ofertadas. Na análise do IFec-RJ, a contratação de temporários será a melhor dos últimos 10 anos.

O setor de beleza (salões e cabelereiros) é o que mais demonstrou a intenção de empregar temporários, com 21% das expectativas de contratação. Em seguida, estão empatados os restaurantes e as lojas de vestuários e acessórios, ambas com 13% das intenções de vagas para as festas de fim do ano.

A pesquisa mostrou ainda que as contratações já começaram a ser feitas e que devem atingir seu ponto mais alto no mês de novembro, alcançando 38,5% da expetativa de novos contratos. Mas as oportunidades de emprego não param por aí. Em dezembro, 25,1% dos novos empregos temporários devem ser ofertados, demonstrando a importância do Natal e do Réveillon para o comércio em geral.

Segundo o instituto, ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, dos 45,5% dos estabelecimentos que vão realizar contratações, 9,1% pretendem manter os funcionários até março, 16,4% tem a intenção de reter os temporários até fevereiro e 15,7% poderão continuar com os empregados até janeiro. Outros 34,3% dos contratos devem permanecer com a vaga até dezembro.

A sondagem ocorreu no mês de outubro e contou com a participação de 767 empresários do estado.

 

MPEs - Em setembro deste ano, os pequenos negócios geraram 119 mil empregos formais celetistas, superando em 20% o saldo de agosto e em 23% o do mesmo mês de 2018. Com isso, as micro e pequenas empresas ultrapassaram a criação de mais de 670 mil vagas com carteira assinada no acumulado deste ano, segundo levantamento feito pelo Sebrae, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. Já as médias e grandes empresas (MGE) geraram 37,7 mil empregos e a administração pública contribuiu com 492 postos de trabalho. No total, foram gerados no país 157.213 vagas, com as MPE respondendo por 75,7% desse total, o maior saldo de um mês de setembro, desde 2013.

De janeiro a setembro deste ano, os pequenos negócios já acumulam um saldo de 670 mil novos empregos, nove vezes maior que as MGE e 10% acima do igual período do ano passado. Por setor, sobressaíram-se na geração de empregos, uma vez mais, as micro e pequenas empresas da área de Serviços, com a criação de praticamente 53 mil postos de trabalho, com destaque para aquelas que atuam na comercialização e administração de imóveis (21,2 mil empregos) e de alojamento e alimentação (16 mil vagas). Os pequenos negócios do comércio também se destacaram com a geração de 29 mil postos de trabalho.

No acumulado deste ano até setembro, os pequenos negócios do setor de serviços continuaram a puxar a geração de empregos no país, criando mais de 382,5 mil novas vagas, o que representa 57% do total de postos de trabalho com carteira assinada somente em 2019. Merecem destaque também as MPE que atuam na construção civil, com 109,6 mil novas contratações, sinalizando uma recuperação da economia.

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