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Cerca de 121 mil investidores brasileiros com patrimônio superior a R$

R$ 2,7 bi de investimentos oriundos de 77 milhões de contas.

Mercado Financeiro / 11 Fevereiro 2019 - 23:06

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No ano passado, do número global de investidores brasileiros cerca de 121 mil contabilizou patrimônio superior a R$ 3 milhões. E esses investidores de renda mais alta (private banking) concluíram 2018 com um patrimônio total de R$ 966 bilhões, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Segunda a Anbima, o número de contas neste segmento representa um aumento de 2,5% – ou mais 4 mil clientes ativos em relação a 2017. A medição exclui os investimentos em previdência. A associação explica que a recomendação é de que o private banking considere clientes com mais de R$ 3 milhões, mas este valor pode variar de acordo com a política de cada instituição financeira.

No total, o volume aplicado em investimentos no ano passado somou R$ 2,7 bilhões (ou 77 milhões de contas), um acréscimo de 9%, incluindo os clientes de varejo tradicional e alta renda, além do private banking.

O total aplicado por clientes do varejo tradicional (geralmente, com renda abaixo de R$ 1 milhão) chegou a R$ 958 bilhões no ano passado, alcançando 70,5 milhões de contas, ao passo que os clientes de alta renda (entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões) aplicaram R$ 872 bilhões, chegando a 6,4 milhões de contas ativas.

 

Aplicações

 

Cresceu em 2018 o volume total de recursos em aplicações de renda variável, como ações e fundos cambiais, que alcançaram R$40,7 bilhões e R$ 44,1 bilhões, respectivamente. Segundo João Albino, presidente do comitê de Private Banking da Anbima, houve um decréscimo de investimentos na renda fixa devido ao cenário econômico no ano passado. “Tivemos uma taxa Selic a 6,5% ao ano, isso fez com que esses produtos perdessem um pouco da atratividade no mercado”, afirmou em teleconferência a jornalistas.

Para o vice-presidente do comitê de Varejo da Anbima, Claudio Sanches, vice-presidente do Comitê de Varejo da Associação, as aplicações em Previdência devem continuar crescendo, com clientes buscando investimentos de mais longo prazo. “A tendência é que cada vez mais clientes saiam da renda fixa e busquem produtos alternativos, seja fundos de ações, private equity (fundos que investem em empresas) ou fundos imobiliários”, disse.

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