Cepel pagou R$ 500 mil à CVM por não respeitar prazo

Acredite se puder / 11 Janeiro 2018

A Instrução 476 da Comissão de Valores Mobiliários estabelece um prazo mínimo de encerramento e o início de outra série de debêntures. Por causa disso, puniu a Cia Energética de Pernambuco (Celpe) e o Banco Safra, pois a área técnica do órgão identificou que o intervalo compreendido entre a data de encerramento da 5ª emissão de debêntures simples da Celpe, em 4/2/2016 e a de abertura da 6ª série, ocorrida e, 22/4/2016 foi de apenas 78 dias, ou seja, prazo menor do que o período de 4 meses estabelecido pela norma. Devido a isso, a SRE propôs a responsabilização da Celpe, na qualidade de ofertante, e do Banco Safra, na qualidade de intermediário líder, por terem iniciado a 6ª emissão de debêntures simples da Celpe com intervalo menor. Bom, os dois acusados se comprometeram a pagar R$ 100 mil para fazer o termo de compromisso. O interessante é que até a Procuradoria Federal Especializada junto à autarquia já tinha se manifestado favorável à proposta, o comitê de pagamento criou um pagamento conjunto à CVM no valor de R$ 1 milhão, rapidamente aceito pelas duas instituições que queriam se livrar do processo.

 

Nigel Farage está se arrependendo?

Nigel Farage, o eurocético que liderou o Ukip e que foi um dos principais defensores do Brexit no Reino Unido, afirmou na televisão britânica que se deveria avaliar a possibilidade de se convocar um segundo referendo sobre a permanência do país na União Europeia. “Talvez esteja a chegar ao ponto de pensar que devêssemos ter um segundo referendo sobre a permanência na UE”, afirmou durante uma intervenção no Chanel5. Mais tarde, através da sua conta de Twitter, voltou ao assunto: “Talvez, só talvez, devêssemos ter um segundo referendo sobre a permanência na UE. Mataria o assunto por uma geração de uma vez por todas. A percentagem que votaria pela saída seria muito maior”, o que, na visão de Farage, reforçaria a decisão.

Ninguém sabe em que planeta habita o Nigel Farage. Os escoceses e os irlandeses já avisaram que votarão contra a saída da União Europeia. Milhares de londrinos andam como zumbis buscando empregos no sistema financeiro que está sendo transferido para outras regiões da União Europeia. Farage só lembra do referendo realizado em junho de 2016, quando “sim” venceu por 51,9% dos votos. Desde então têm sido realizadas várias sondagens, e os resultados não são conclusivos. Mas Farage não é o primeiro a falar sobre uma segunda sondagem.