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CCR: R$ 7,8 bi em 473 km rodovia

Primeira privatização de Bolsonaro.

Conjuntura / 22:19 - 11 de Jan de 2019

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O primeiro contrato de concessão à iniciativa privada do governo do presidente Jair Bolsonaro foi assinado nesta sexta-feira com o grupo CCR. O contrato previsto no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal se refere à Rodovia de Integração Sul (RIS), com 473,4 km. O trecho concedido foi leiloado em novembro do ano passado e compreende a BR-101, a 290, a 386 e a 448, no Rio Grande do Sul.

A CCR investirá R$ 7,8 bilhões no período de 30 anos. Os custos operacionais de operação, conservação e monitoramento estão estimados em R$ 5,6 bilhões. A rodovia concedida será duplicada integralmente, enquanto 78,8 quilômetros ganharão faixas adicionais, para aumentar a capacidade.

De acordo com o contrato firmado, o grupo CCR deverá realizar a duplicação de 225,2 km até o 18º ano de concessão. O valor da Tarifa Básica de Pedágio ficou em R$ 4,30545, um deságio de 40,53% em relação ao da tarifa-teto, R$ 7,24. O ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, participaram da solenidade de assinatura.

O trecho concedido passa por 32 municípios gaúchos: Porto Alegre, Torres, Dom Pedro de Alcântara, Três Cachoeiras, Três Forquilhas, Terra de Areia, Maquiné, Osório, Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí, Cachoeirinha, Canoas, Nova Santa Rita, Montenegro, Triunfo, Tabaí, Taquari, Fazenda Vila Nova, Bom Retiro do Sul, Estrela, Lajeado, Marques de Souza, Pouso Novo, São José do Herval, Fontoura Xavier, Soledade, Mormaço, Tio Hugo, Victor Graeff, Santo Antônio do Planalto e Carazinho.

No leilão, a CCR disputou com outras quatro concorrentes os 473,4 quilômetros do lote rodoviário gaúcho, composto por parte da BR-101 e mais três rodovias federais (BR-290/BR-386/BR-448), passando pelas cidades de Osório, Passo Fundo, Canoas e Porto Alegre. O principal atrativo da RIS é a chamada Freeway, entre os municípios de Porto Alegre e Osório. 

 

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No segundo semestre de 2018, a CCR passou por um desgaste de imagem. A agência Moody’s classificou a nota ‘Ba2’ em escala global da CCR e demais ratings da empresa de concessões de infraestrutura sob revisão para corte. A decisão foi motivada pela percepção de aumento do risco para a qualidade de crédito e operação da CCR após os mandados de busca emitidos para a empresa e uma de suas subsidiárias como parte de investigações sobre alegações de corrupção, que também resultou na prisão temporária de um funcionário sênior e um ex executivo da empresa.

“A Moody’s considera que esses eventos podem afetar negativamente a execução da estratégia de crescimento da empresa no curto prazo. As investigações também podem afetar a reputação da empresa e resultar em maiores riscos de refinanciamento e/ou multas, cuja magnitude é incerta neste momento”, afirmou na ocasião a agência.

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