Casa da Moeda será privatizada mesmo tendo reduzido o prejuízo

Resultado negativo caiu de R$ 117 milhões para R$ 93 milhões

Empresas / 23:32 - 8 de nov de 2019

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) publicou nesta última sexta-feira um edital para a contratação de serviços técnicos especializados em estruturação e implementação do processo de desestatização da Casa da Moeda do Brasil (CMB), empresa vinculada ao Ministério da Economia. A CMB será privatizada mesmo tendo reduzido o prejuízo de R$ 117,59 milhões em 2017 para R$ 93,35 milhões no ano passado.

Segundo o BNDES, serão contratados serviços que incluem a realização de diagnóstico e proposição de alternativas de desestatização; avaliação econômico-financeira da Casa da Moeda; execução da modelagem aprovada e conclusão do processo de desestatização; e serviços especializados de assessoria de comunicação e gestão de stakeholders (público estratégico), de assessoria jurídica e de gerenciamento e suporte das atividades. A licitação será feita na modalidade de pregão eletrônico.

A Casa da Moeda do Brasil é uma empresa estatal responsável pela impressão da moeda e do papel-moeda oficiais do país. A empresa foi fundada em 8 de março de 1694, como uma solução para o problema da falta de instrumentos que auxiliassem a circulação das riquezas no Brasil Colônia.

O complexo industrial está localizado em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, e é considerado um dos maiores do gênero no mundo e o maior da América Latina. A estatal tem capacidade instalada para produzir em torno de 3 bilhões de cédulas e 4 bilhões de moedas por ano.

Uma medida provisória assinada no dia 5, durante evento comemorativo dos 300 dias do governo, quebrou o monopólio de serviços executados pela Casa da Moeda. Isso significa que outras empresas, inclusive estrangeiras, poderão participar de concorrência para emitir papel-moeda, moedas, passaporte e selos fiscais federais.

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