BTG aposta no cliente e investimentos em inovação

Banco pedirá neste ano uma licença bancária na Colômbia.

Mercado Financeiro / 22:17 - 14 de fev de 2020

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No seu programa de expansão no segmento de varejo, o BTG Pactual pedirá neste ano uma licença bancária na Colômbia, segundo informou a jornalistas nesta sexta-feira seu presidente-executivo, Roberto Sallouti, acrescentando que este ano o banco priorizará as áreas de atendimento ao cliente e em investimentos consistentes em inovação. O BTG já tem uma corretora na Colômbia e pretende expandir suas atividades no país e também no Chile, onde o banco está obtendo bons resultados, acrescentou Sallouti.

João Dantas, diretor financeiro do BTG, disse que a plataforma do BTG Digital terá novos produtos e serviços implementados. “Vamos aumentar a penetração no varejo”. A expansão do negócio de varejo tem se refletido nos números do BTG Pactual. O banco apresentou mais um trimestre de forte alta de suas atividades ligadas a esse público, como gestão de fundos. Segundo Dantas, a plataforma do BTG Digital terá novos produtos e serviços implementados.

O lucro líquido ajustado do BTG Pactual (BPAC11) no quarto trimestre de 2019 cresceu 42% ante o mesmo intervalo de 2018, de acordo com os dados operacionais divulgados pelo banco nesta sexta-feira (14). O valor subiu para R$ 1 bilhão. No ano, a instituição lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões, alta de 39,8% em comparação com o ano anterior, quando o valor registrou R$ 2,7 bilhões.

As receitas totais alcançaram R$ 2,4 bilhões no trimestre, tendo a maioria das unidades de negócios – Investment Banking, Corporate Lending, Sales & Trading, Asset Management e Wealth Management – contribuído para o crescimento.

 

Expansão

 

Nossas perspectivas para 2019 foram comprovadas pelos resultados consistentes do ano, principalmente nas franquias de cliente. Novamente, as áreas de Asset e Wealth Management cresceram em volume de ativos sob gestão e Investment Banking registrou o melhor desempenho da história do Banco, desde o IPO”, comentou Sallouti.

As despesas operacionais totalizaram R$ 981,7 milhões entre outubro e dezembro. Em 12 meses, o montante subiu 31,4% e chegou a R$ 3,3 bilhões por conta do valor de bônus maior, puxado pela receita e pelo aumento de impostos recolhidos devido às alterações tributárias.

O índice de eficiência foi de 39,5% e 40,3% e nosso índice de remuneração foi de 21,4% e 21,6%, respectivamente no 4T 2019 e no ano de 2019.

O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROAE) foi de 19,1% tanto para o trimestre quanto para o ano. O índice de eficiência foi de 39,5% e 40,3%, respectivamente. O índice de remuneração atingiu 21,4% no trimestre e fechou em 21,6% no período entre janeiro e dezembro. O Índice de Basileia encerrou 2019 em 14,9%.

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