Brookfield que pagar apenas R$ 1,3 bi pelo controle da Renova

Acredite se puder / 13 Novembro 2017

Depois de muita demora, a canadense Brookfield finalmente apresentou uma proposta vinculante para aquisição do controle da Renova Energia, empresa de geração controlada pela Cemig e pela Light, informaram as companhias ao mercado. Em primeiro lugar, a oferta foi meia marota, pois os canadenses só estão dispostos a pagar R$ 6, além de um adicional futuro de R$ 1 por unit, caso a geradora tenha qualquer ajuste de preço de venda do complexo eólico Alto Sertão II, comprado recentemente pela AES Tietê. O pitoresco é que as unit da Renova terminaram negociadas a R$ 7,63 no pregão da última sexta-feira. Estaria a Cemig tão desesperada por dinheiro para aceitar tal vergonhosa proposta?

A Cemig não possui ações preferenciais e, consequentemente, não tem units, e o mesmo acontece com a Light. A estatal mineira tem 45,83% das ações ordinárias e, por essa proposta, deverá receber R$ 906,89 milhões, enquanto a Light ganhará pouco mais de R$ 400 milhões. Pelo controle, os canadenses vão desembolsar apenas R$ 1,3 bilhão, o que os analistas consideram muito pouco. A Renova disse que, se os controladores aceitarem a proposta, será concedido à Brookfield um período de 60 dias de exclusividade, prorrogável por mais 30 dias, para finalização dos documentos da transação. A Brookfield apresentou uma proposta não vinculante pela Renova em julho, e desde então as empresas vinham negociando. A possível venda da Renova faz parte de um amplo programa de desinvestimentos da Cemig, que pode envolver R$ 8 bilhões em ativos e visa reduzir a enorme dívida da companhia mineira.

 

Cemig já tem proposta para Light

Após abrir um processo para a venda de sua participação na Light, a Cemig recebeu “propostas não vinculantes” pelos ativos de geração e pela distribuição de eletricidade na região metropolitana do Rio de Janeiro. Em fato relevante divulgado nesta segunda-feira, a estatal mineira disse que “as referidas propostas estão em análise interna para eventual seleção para a próxima fase”, mas não citou nomes dos interessados. E o principal: não fez a menor referência a valores. A sala de informações sobre a Light foi aberta pela Cemig no final de agosto, com o objetivo de divulgar a potenciais investidores dados para a preparação de propostas pela empresa. O negócio faz parte do plano de desinvestimentos anunciado pela Cemig para reduzir sua enorme dívida líquida. O controle acionário da Light é detido pela Cemig, que tem como sócios o Banco do Brasil, a BV Financeira e o Banco Santander. Esses parceiros já avisaram que vão exercer o direito de venda de suas participações. Assim, a empresa mineira precisará comprar as ações desses sócios até 30 de novembro caso não consiga fechar a venda da controlada.

 

Cade autoriza CCPR a ficar com 50% da Itambé

A Superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições que a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) exerça seu direito de preferência e adquira 50% das ações da Itambé, atualmente detidas pela Vigor Alimentos, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira. Em acordo de acionistas com a Vigor, a CCPR tinha direito de preferência para comprar os 50 por cento restantes da Itambé em caso de alteração indireta do controle do negócio, com eventual transferência de ações para terceiros. A operação é decorrente da venda da Vigor Alimentos para a mexicana Lala pela JBS e sua controladora J&F no início de agosto, como parte de um plano de desinvestimentos do grupo brasileiro, que precisa pagar multa de R$ 10,3 bilhões por seu envolvimento em esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. No site do Cade, consta que a aquisição de participação remanescente de 50% da Itambé pela CCPR “não altera, de modo relevante, a estrutura dos mercados afetados, seja em âmbito nacional ou no cenário mais restrito correspondente aos Estados de Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul”.

 

Petrobras está normalizada

Através de comunicado, a Petrobras informou que as operações da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) foram normalizadas no último sábado e que estavam paralisadas desde a véspera devido a uma falha no sistema de energia elétrica para gás combustível. “As operações da se encontram em processo de normalização e algumas plantas já estão operacionais”, afirmou a estatal. A Petrobras revelou que a falha provocou a parada de equipamentos que usam gás como insumo, mas não houve falha no fornecimento de energia elétrica à unidade e nem blecaute. “Uma comissão de investigação irá identificar as causas da ocorrência”, afirmou a estatal. A parada na Reduc aconteceu após interrupção na Replan, em Campinas (SP), na última quarta-feira e que foi normalizada cerca de uma semana depois, disse o Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro-SP).

 

Castro Neves se demitiu da InBev?

A Anheuser-Busch InBev informou ao mercado que, no próximo ano, substituirão o chefe da divisão da América o Norte, pois João Castro Neves decidiu demitir-se e será substituído a partir de 1º de janeiro de 2018 por Michel Doukeris, atualmente diretor de vendas. “Os EUA são o nosso mercado mais importante e reconhecemos a necessidade de continuar concentrados em impulsionar o crescimento da receita do nosso portfólio", disse o executivo-chefe da AB InBev, Carlos Brito. Os analistas consideraram que a nota não exprime a verdade dos fatos, e não acreditaram na autodemissão de Castro Neves. Acham que a decisão foi dos controladores por causa da queda nas vendas no mercado norte-americano e também pelos problemas que estão sendo criados pela compra de muitas cervejarias artesanais no país.