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Brisa recebe normalmente, mas dá calote de bilhões

Concessionária já esteve no Brasil, mas vendeu participação na CCR para os sócios.

Acredite se puder / 29 Janeiro 2019 - 18:06

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Em Portugal, o setor financeiro briga com a Brisa, maior concessionária de estradas do país. Um conjunto de fundos e bancos credores exerceu o direito de “step in” e assumiu o controle da Auto-Estradas do Douro Litoral. A holding, no entanto, busca na esfera judicial medidas que impeçam a tomada da subsidiária. Tal atitude está sendo considerada como tentativa de intimidar e frustrar os novos acionistas, de criar uma situação de litígio e de se furtar às obrigações contratuais que negociou livremente.

Em nota enviada à imprensa, a nova gestão da AEDL endurece o tom e recorda que a concessionária está em incumprimento das suas obrigações decorrentes do empréstimo há cinco anos, mas salienta que “a Brisa tem continuado a ser integralmente paga durante esse período, em montantes avaliados em mais de 40 milhões de euros, ao abrigo do seu contrato de operação e manutenção”. Acusa ainda de ter imposto “centenas de milhões de euros de prejuízos ao setor financeiro, incluindo a vários bancos que tiveram que ser sujeitos a intervenção governamental”, sublinhando que a empresa “não tinha intenção de apresentar propostas razoáveis” para encontrar uma solução para a dívida de mais de bilhões de euros da subsidiária e garante que todos os novos acionistas apoiaram as ações que foram tomadas.

 

Brisa já esteve no Brasil

A Brisa possuía 16,35% da CCR, mas em 2010, quando começou a enfrentar problemas, vendeu sua participação para os principais sócios. E desistiu de entrar no programa de privatização de estradas brasileiro.

 

Queda de Maduro favorece Goldman Sachs

A expectativa de mudança de regime na Venezuela gerou uma forte recuperação na cotação das obrigações soberanas e de empresas públicas do país, atenuando as perdas dos grandes bancos mundiais. De acordo com o Financial Times, a Goldman Sachs Asset Management é uma das instituições que carrega a maior parte da dívida venezuelana e, por isso, é que tem mais tem a ganhar se for concretizada a queda de Maduro e chegada ao poder de Juan Guaidó.

Desde que Guaidó desafiou Maduro, a cotação das obrigações soberanas da Venezuela dispararam de 23 cêntimos para 33 cêntimos. Os títulos da dívida da petrolífera estatal PDVSA aumentaram de 14 para 24 cêntimos. O Goldman Sachs “herdou” obrigações da petrolífera estatal depois da aquisição dos títulos que eram detidos pelo banco central por US$ 865 milhões, num negócio concretizado em 2017 e que gerou polêmica.

 

Ibovespa enfrenta resistências

Após o movimento de realização de lucros em dezembro, o Ibovespa prepara retomada da alta, buscando nível superior a 110 mil pontos. No momento, o índice encontra resistência em 98 mil e 100 mil pontos. O suporte está na faixa de 94.500 pontos.

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