Brasileira Afya sobe até 18% na Nasdaq por lucro merreca

Grupo de educação idealizado por Paulo Guedes atua na área de Medicina.

Acredite se Puder / 19:04 - 2 de dez de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

As ações da Afya, grupo de educação médica do Brasil idealizado pelo ministro Paulo Guedes, chegaram a ter alta de até 18%, depois reduzida para apenas 10,13%, após a divulgação dos números do terceiro trimestre de deste ano. A companhia divulgou ganhos de R$ 72 milhões no período, que foram 155% maiores que no mesmo período do ano passado, enquanto o lucro foi de R$ 80,93 milhões, e a receita totalizou R$ 206,71 milhões, com crescimento de 123,7%.

De acordo com os analistas do Morgan Stanley, os resultados foram fortes e o guidance reafirmado para as receitas, enquanto o Ebitda parece factível, considerando que o quarto trimestre é sazonalmente mais forte que o terceiro trimestre. Para os do Itaú BBA, a receita foi em linha com as estimativas e do consenso, mas o Ebitda não apresentou desvio significativo do consenso, ficando um pouco abaixo das estimativas, subestimada a fraca sazonalidade do período. Segundo esses especialistas, as comparações anuais não são aplicáveis, pois a empresa realizou várias aquisições no período.

A Afya é uma empresa brasileira que foi levada diretamente para a Nasdaq e captou US$ 300 milhões no IPO. Desde julho deste ano já valorizou cerca de 60%. É uma empresa pequena que, além dos programas tradicionais de graduação, oferece educação médica continuada por meio de canais digitais e físicos. Mas só tem 25 mil alunos, dos quais 5,7 mil matriculados em cursos de Medicina. Suas ações são cotadas a US$ 30 cada.

 

Oi cai até 8% e derruba ações da Pharol

Com mais de dois meses de atraso, finalmente a Oi divulgou, na manhã desta segunda-feira, o resultado do terceiro trimestre, mostrando um prejuízo 4,3 vezes maior que o do mesmo período do ano passado. Em virtude disso, suas ações chegaram a registrar perdas de até 8% e afetaram a cotação da portuguesa Pharol, que registrou perdas máximas de 6,72% para os € 0,108 por ação. A Pharol possui 100% do capital da Bratel, empresa com sede na Holanda, que é a acionista da operadora de telefonia brasileira. Essa empresa portuguesa convocou assembleia extraordinária para o dia 18 de deste mês, que vai tratar apenas do aumento na quantidade mínima e máxima dos administradores e aprovar a destituição de três, entre eles o brasileiro Nelson Tanure.

 

Filha de um dos sócios comprou 10 apartamentos?

Priscila Costa, filha de um dos sócios da Telexfree, está sendo acusada pelo Ministério Público Federal do Espírito Santo de lavar dinheiro da empresa nos Estados Unidos. Ela adquiriu dez apartamentos na Flórida no valor total de US$ 730 mil, o que corresponde a R$ 3,07 milhões, e que três desses imóveis pertenceriam, em realidade, a um dos donos da empresa que vinha atuando em esquema de pirâmide financeira. Aqui para nós, pela quantidade, a aquisição deve ter sido num programa popular, tipo My home, My life.

 

Rússia autoriza mais exportações da Minerva

O Rosselkhoznadzor, o Serviço de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia, autorizou a exportação de carne bovina da Minerva, através da unidade de Araguaína (TO), que possui capacidade diária de abate de 800 cabeças de gado, que passa a ter três unidades autorizadas a enviar ao país, via Brasil, 4.300 cabeças por dia. A Rússia é um importante cliente da Minerva e responsável por 13% das suas exportações, tanto pela via Brasil, quanto via Athena Foods, através das unidades do Paraguai, Argentina e Colômbia.

 

Via Varejo fatura R$ 1,1 bi na Black Friday

A Via Varejo faturou R$ 1,1 bilhão na última sexta-feira, segundo a empresa, devido à logística e à integração omnicanal. No trimestre, o grupo faturou R$ 6,5 bilhões, uma média diária de R$ 70,6 milhões. Esquisito o salto nas vendas. Pode isso, Arnaldo?

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor