Brasil vende mais de US$ 1,15 bilhão na Gulfood 2017

Negócios Internacionais / 6 março 2017

Os alimentos e bebidas brasileiros expostos na Gulfood 2017 tiveram excelente aceitação dos compradores do Oriente Médio e Norte da África. A expectativa de negócios das 85 empresas presentes na feira somou US$ 1,15 bilhão para os próximos 12 meses, número bastante superior ao da edição passada: US$ 728 milhões. A Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil) é a responsável por organizar a participação brasileira na Gulfood, principal feira de alimentos e bebidas da região. O evento aconteceu entre os dias 26 de fevereiro e 2 de março, em Dubai, Emirados Árabes Unidos.

As carnes bovina e de frango, produtos já conhecidos no mercado árabe, foram o carro chefe. Mas podemos dar destaque também aos grãos brasileiros, que tiveram bastante peso nos nossos resultados”, afirma Christiano Braga, gerente de Exportação da Apex-Brasil. Este ano, a organização da feira dividiu os pavilhões nacionais por segmentos diferentes de acordo com os produtos comercializados: world food (alimentos em geral), grains, beverages e general meat, a exemplo de outras grandes mostras como Anuga e Sial Paris.

Movimento de contêineres tem queda de 4%

Os portos brasileiros, em conjunto, movimentaram 8.754.600 de TEUs (medida padrão do contêiner de 20 pés) em 2016, o que significou uma queda de 4% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Centro Nacional de Navegação Transatlântica – Centronave. O recuo deveu-se à forte retração econômica que o país enfrentou. Por esta razão, ao contrário do que vinha sendo observado desde 2011, as exportações apresentaram participação maior (54,9% do total) do que as importações (45,1%). O balanço inclui a movimentação no longo curso (comércio exterior), na cabotagem e de contêineres vazios, para reposicionamento entre os portos.

Participação brasileira na Foodex em Tóquio

Com uma expectativa de realizar negócios da ordem de US$ 55 milhões, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) leva 24 empresas à Foodex 2017, principal feira de alimentos e bebidas na Ásia, a ser realizada de 7 a 10 de março em Tóquio. A expectativa é que a delegação brasileira realize mais de 3 mil contatos comerciais durante o evento. O Japão é o segundo maior importador de produtos brasileiros na Ásia e é também um dos países alvo do Plano Nacional de Exportações. A feira também recebe compradores de diversos países asiáticos com oportunidades para os produtos brasileiros, a exemplo da China, maior importadora do Brasil na Ásia, Coreia do Sul e Tailândia.

Produtores de orgânicos investem nos Emirados Árabes

Os Emirados Árabes Unidos são um dos mercados-alvo da indústria brasileira de produtos orgânicos, que no ano passado exportou em torno de US$ 130 milhões, segundo dados do Organics Brasil, programa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) que divulga o setor no mercado internacional. Para o diretor do projeto, Ming Liu, o país árabe tem um grande potencial de aumento no consumo de produtos orgânicos: “Principalmente em Dubai, onde é grande o número de expatriados, turistas e visitantes, que incentivam a demanda por esse tipo de produto”, explica.

Mel orgânico brasileiro conquista mercados

Praticamente todo mel orgânico produzido no Brasil é exportado e mais de 70% destinam-se aos Estados Unidos. Alta qualidade, valor agregado e diversidade de sabores foram os apelos que levaram o produto brasileiro a conquistar mercados exigentes, uma lista que também inclui alguns países da Europa, Japão, China, Hong Kong, Argentina, Peru e Uruguai. “O mel brasileiro é reconhecido no mercado externo pela alta qualidade para exportação, pela variedade, por ser puro e livre de resíduos”, atesta José Milton Dallari, diretor técnico da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

Setor eletroeletrônico espera crescimento

Uma sondagem feita com associados da Abinee em janeiro indicou que a maioria das empresas projeta crescimento de suas atividades para 2017. De acordo com a pesquisa, 65% das consultadas esperam aumento dos negócios este ano, enquanto 26% projetam estabilidade e 9%, queda, em relação a 2016. Para mais da metade das entrevistadas, esse crescimento vai começar já no primeiro semestre de 2017 (52%). “O resultado da sondagem indica que o otimismo das empresas, depois de um ano desastroso, voltou a ganhar fôlego”, afirmou o presidente da Abinee, Humberto Barbato. “Trata-se, entretanto, de um otimismo cauteloso, pois precisamos aguardar os próximos meses para que, com a consolidação de um cenário econômico positivo, essas expectativas se concretizem”, observou.

Coreia abre mercado para manga brasileira

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu comunicado de que estão vigentes desde a última quarta-feira (22) os requisitos fitossanitários para a exportação de mangas do Brasil para a Coreia do Sul. As negociações com o país asiático, iniciadas em janeiro de 2004, foram tema de discussão bilateral durante a missão realizada pelo ministro Blairo Maggi à Ásia, em setembro do ano passado. A partir desta decisão anunciada pelo governo sul-coreano, o setor privado avaliará os aspectos tarifários e de logística para verificar a competitividade e efetividade de exportações da fruta para o país.

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